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Crítica do filme: 'Fresh'


Os conflitos contra um mundo secreto, quase inimaginável. Chegou ao catálogo da Star+ no mês de março um filme que esconde muito bem suas camadas de conflitos com personagens instigantes e que colocam em xeque, de alguma forma, questões sobre relacionamentos. Ao longo de quase duas horas de projeção, e com cerca de meio hora de distância entre a primeira cena e os créditos iniciais, vamos acompanhando a saga de uma jovem, com dedo podre para relacionamentos, em confronto contra uma inusitada situação. As surpresas do roteiro realmente deixam o longa-metragem com um nível de tensão lá no alto. Dirigido pela cineasta Mimi Cave e com roteiro de Lauryn Kahn.


Na trama, acompanhamos Noa (Daisy Edgar-Jones), uma jovem solitária, com poucos amigos, quase sem família, que busca relacionamentos em encontros terríveis pelos aplicativos de mensagens. Certo dia, acaba conhecendo em um mercadinho o médico Steve (Sebastian Stan) um homem super simpático que logo gera uma intensa atração em Noa. Eles se relacionam por um tempo e planejam uma viagem, só que coisas estranhas começam a acontecer quando eles fazem uma parada na casa de Steve.


Parece que há uma chave no roteiro que abruptamente transforma um drama existencial em um thriller moderno, empolgante, que nossos olhos ficam fixos nas sequências eletrizantes que se seguem. Há referências bem colocadas de Hannibal mas a questão mais forte que vemos saltando pelas lacunas preenchidas é sobre relacionamento e os acasos, quase que sarcásticos, que nascem através das situações que se envolvem os personagens. É um confronto de sobrevivência aos olhos de Noa e um confronto de sentimentos aos olhos dos gostos e ganha pão de um complexo Steve, quando esse é revelado por completo.


Um palavra boa para definir Fresh é surpreendente. Conforme vamos conhecendo mais daquele mundo vivido por Steve mais surpresos ficamos com os desenrolares dessa história.

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