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Crítica do filme: 'Laços de Afeto'


As variáveis incontroláveis dos relacionamentos. Chegou recentemente ao catálogo da Netflix, um filme italiano maduro e divertido que aborda questões bastante atuais. Aos olhos de um adolescente de classe média alta na Itália que tem dois pais, vamos acompanhando o cotidiano dessa família que passará por muitas mudanças e algumas batalhas mas sempre na busca pela felicidade de todos. O direção é assinada pelo cineasta Marco Simon Puccioni.


Na trama, conhecemos Leone (Francesco Gheghi), um jovem estudante do ensino médio que resolve fazer um documentário caseiro sobre a relação dos seus pais Paolo (Filippo Timi) e Simone (Francesco Scianna). Só que paralelo a isso, diversas coisas acontecem, como: ele se apaixona, os pais rumam ao divórcio, questões que levam o protagonista para um pensar mais reflexivo sobre toda sua vida.


O olhar detalhista de um excelente roteiro deixando margem para o refletir a todo instante é um dos méritos do filme. Os assuntos abordados, e não são poucos, conseguem romper as barreiras da superfície e trazendo ao diálogo questões importantes como a questão da paternidade dupla de pais homossexuais e toda a luta para que isso fique registrado na certidão, as razões da infidelidade em um casamento, o preconceito que filhos de pais (ou mães) do mesmo sexo sofrem pela imaturidade de alguns, as dificuldades do primeiro amor, entre outros.


Laços de Afeto pode ser muito bem definido como uma deliciosa comédia familiar, um projeto que alcança o nosso coração deixando lições por todos os lados.



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