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Crítica do filme: 'O Projeto Adam'


As segundas chances para consertos em assuntos familiares. Explorando o sempre enigmático mundo da física, das viagens no tempo, tendo como elementos paralelos um filho buscando relembrar as memórias com o pai, um homem lutando contra a ganância pela paz em todas as linhas do tempo, O Projeto Adam, dirigido pelo cineasta Shawn Levy, tinha muito potencial mas acaba caindo no sonolento espaço da superficialidade quando poderia ter sido muito mais profundo em sua parte dramática. As cenas de ação e aventura são muito legais mas não sustentam os longos 106 minutos de projeção. O projeto é protagonizado por Walter Scobell e Ryan Reynolds.

Na trama, no presente, conhecemos Adam, um jovem de cerca de 10 anos, que perdeu o pai recente, tem dificuldades de se relacionar com sua mãe, sofre com punições no colégio em brigas com outros colegas. Certo dia, um homem misterioso à bordo de uma nave enorme pousa na sua casa e ele estranha em ver que essa pessoa conhece onde tudo fica na casa, assim conhecemos o Adam do Futuro, mais precisamente de 2050, um homem que está lutando para exterminar as viagens no tempo teoria criada pelo pai dos Adams tempos atrás. Assim, os dois precisarão de unir para combater a gananciosa ex-sócia do pai deles.


Há um fascínio pelo universo físico, principalmente quando pensamos sobre a questão do tempo. As viagens no tempo foram background de grandes aventuras ao longo da história do cinema. Aqui em O Projeto Adam, vemos amplas referências à De Volta para o Futuro por exemplo. Mas a pretensão aqui de criar um arco dramático com força não se sustenta dentro de um roteiro que tem um arco final confuso e pouco eficaz, parece que todas as tentativas de clímax naufragam dentro de explicações muito simplistas para todo o arredor cheio de variáveis.


A questão das óticas dos personagens acabam tornando a trama confusa. Quando analisamos o filme pelo pequeno Adam, há uma construção muito vaga da figura do pai que de alguma forma acaba sendo preenchida pela chegada do Adam maior, o que fica bem confuso. Já esse Adam de 2050, repleto das gracinhas de Reynolds vistas em outros filmes que aqui não funcionam muito bem, se perde entre o objetivo principal dele que é reencontrar a esposa em outra linha de tempo e buscar informações que mudem o destino por meio de seu pai.


O Projeto Adam diverte em alguns momentos, principalmente no seu início promissor mas acaba se perdendo com uma história que não consegue empolgar. Poderia!


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