Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'King's Man: A Origem'


O prequel na luta entre heróis e vilões e todo seu contexto. Depois do enorme sucesso de outros filmes da mesma franquia, assim como outras sagas cinematográficas, King's Man: A Origem volta no tempo para nos mostrar sua origem, repleta de teorias, mostrando mais uma vez uma visão curiosa sobre o universo das sociedades secretas sem deixar de perder frescor suas coreografadas cenas de ação com um roteiro bem definido, mesmo longe das ironias dos outros filmes. Novamente dirigido pelo cineasta britânico Matthew Vaughn, King's Man: A Origem é um prato cheio para quem curtiu os outros filmes e gostaria de saber mais como tudo começou.


Na trama, conhecemos um homem muito rico, Orlando Oxford (Ralph Fiennes), que após algumas situações trágicas resolve de maneira bem reservada criar uma espécie de organização que busca informações para o combate de pessoas que podem fazer uma grande destruição contra o planeta. Assim, vemos o início de uma espécie de agência que irá combater os maiores vilões da terra.


A questão entre heróis e vilões aqui, por mais que seja objetivamente definida, deixa margens para contexto históricos embutidos dentro do criativo universo criado. Aqui o herói também tem seus conflitos, precisando fugir da sua perfeição a todo instante para ter chances nos combates que o destino mostra. A política é fator importante, traçando em paralelos entre figuras conhecidas e contexto conhecidos da história dentro de uma visão muito criativa. A parte da espionagem é novamente um alicerce onde se desenrolam as junções de seus atos, onde enxergamos as interseções nos conflitos dos personagens.


Há bom humor sem perder a bagagem emocional que os personagens trazem, cenas de ação bem coreografadas, vilões caricatos, sequências impactantes. É um filme de origem divertido, onde as peças realmente fazem sentido dentro de tudo que conhecemos sobre esse universo vistos nos dois primeiros filmes.  



Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...