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Crítica do filme: 'Amado'


Tudo na vida acaba moldando nossos caminhos através das escolhas que fazemos nessa trajetória. Dirigido pela dupla Edu Felistoque e Erik de Castro, Amado é um filme objetivo, propõe a reflexão para aqueles que querem refletir sobre a realidade que acontece em partes das forças militares e as escolhas do protagonista nos seus métodos de resolver os problemas, também propõe o entretenimento de quem quer embarcar em uma saga de um policial honesto que lembra alguns filmes de ação de décadas da passadas onde um intitulado herói faz justiça com as próprias mãos.


Na trama, que é livremente baseada em alguns fatos reais, conhecemos o cabo Amado (Sérgio Menezes), militar da polícia de Ceilândia (Distrito Federal), honesto, que possui uma rotina diária tensa, já que ele não aceita impunidades dos bandidos e precisa lidar com a corrupção já conhecida de outros policiais. Ele muitas vezes resolve a criminalidade com a inconsequência da violência. Mesmo sendo uma rigorosa força da lei, de atitudes que nos levam a opiniões diversas, possui um lado sensível que é mostrado na força do amor que chega em seu coração através de uma prostituta por quem tem um enorme carinho. Quando Amado acaba sendo carta marcada da bandidagem, ele precisa tomar atitudes firmes sem medo do que pode perder pelo caminho.


Amado nos leva a um grande exercício do refletir (se assim preferir). A questão dos direitos humanos, a linha sempre ultrapassada sobre os caminhos da lei, a visão conturbada de um intitulado herói mas longe de ser um perfeito exemplo por conta de suas escolhas. Podemos muitas vezes nos colocar dentro das cenas, na questão dessas escolhas, o que nós faríamos em determinadas situações, principalmente quando a corrupção vem logo de um fogo amigo? Se o seu caminho é refletir sobre esses ótimos e sempre muito pautados assuntos, há a necessidade de traçar paralelos com uma sociedade que enxerga o caminho das leis de várias formas diferentes.


Dentro da questão do herói, o projeto busca sua definição de maneira simplista, colocando a ação na frente e a inconsequência perdida dentro de um homem e seus conflitos. Lembra muito alguns filmes onde indomáveis e quase sempre solitários protagonistas se armam das mais diversas maneiras com o simples objetivo de fazer justiça com as próprias mãos.


Amado entrou no circuito brasileiro de exibição nesse início de junho buscando em quase uma hora e meia de projeção traçar seus paralelos com a realidade mas sem perder o olhar do entretenimento que o cinema de ação pode provocar.

 


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