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Crítica do filme: 'Cartas na Mesa'


As volta que o destino nos dá para voltarmos de onde não conseguimos sair. Dirigido pelo cineasta norte-americano John Dahl, Rounders, no original, é um filme que nos mostra os conflitos constantes de um jovem que busca de todas as formas se livrar do seu caminho viciante no universo das apostas de carteado. O projeto debate também, com ótimos diálogos, sobre o real sentido da vida. O elenco é ótimo: Matt Damon, Gretchen Mol, Edward Norton, John Malkovich, John Turturro são alguns dos excelentes nomes que navegam nessa história.


Na trama, conhecemos Mike (Matt Damon), um jovem estudante de direito que passou anos de sua vida rapelando mesas de pôquer pela cidade acumulando um bom dinheiro. Seguindo no seu vício, durante uma noite acaba perdendo tudo que conquistou em um jogo cruel contra o russo Teddy (John Malkovich). A partir desse dia ele resolve nunca mais voltar aos jogos de cartas com apostas. Nove meses passam, ele está mais firme no relacionamento com a namorada Jo (Gretchen Mol), trabalhando dirigido um caminhão de entregas e estudando no resto do dia. Mas essa rotina de paz muda quando seu antigo amigo Worm (Edward Norton) sai da prisão e essa péssima amizade começa a chamar Mike de volta ao universo dos jogos clandestinos de pôquer, fato que o leva a mais conflitos com todos ao seu redor.


Para refletirmos sobre tudo que o longa-metragem nos mostra podemos traçar uma linha na vida de Mike. Completamente imerso no universo do pôquer, onde sabe que é um jovem prodígio, durante anos lutou contra esse vício e para também melhorar a forma como terceiros que não são do meio o olham. O trauma chega, perde-se tudo de uma vez só. O recomeço é voltar para a outra vida que possui, mais convencional, ligada a estudos que poderão lidar algum outro futuro, um relacionamento estável, tudo conforme a sociedade aprova. Esses paralelos que não se convergem acabam ditando o ritmo das suas ações, deixando o filme cheio de portas para se abrirem.


A partir dos conflitos, soluções. O filme aborda as más companhias como uma maneira de nos tirarmos do equilíbrio mas sem deixar de ter sua parcela de culpa. O diálogo chave aqui para entendermos o real sentido das ações de Mike chega com seu professor de direito, um juiz que joga pôquer com amigos de forma amistosa que mostra por meio de sua própria história que nenhuma escolha deve ser feita atravessando o sonhar.



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