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Crítica do filme: 'A Cor do Dinheiro'


A sorte em si é uma arte. Um clássico da década de 80, A Cor do Dinheiro nos mostra um duelo de personalidades entre um experiente jogador de sinuca e um jovem brilhante do mesmo esporte que resolvem fazer uma road trip caçando disputas. Protagonizado por Paul Newman e Tom Cruise, o filme nos leva ao mundo das apostas, dos jogos, onde a malandragem rola solta em busca de alguma vantagem. O projeto é baseado no livro de Walter Tevis chamado The Hustler. A Cor do Dinheiro é uma continuação da saga do personagem interpretado em 1961 (no filme Desafio à Corrupção) por Paul Newman que volta nesse filme dirigido por Martin Scorsese. Inclusive Newman venceu o Oscar de melhor ator em 1987 por esse papel.


Na trama, voltamos a encontrar o mestre da sinuca Eddie (Paul Newman) que agora está aposentado das mesas e possui um empreendimento, vivendo sua vida sem a adrenalina das apostas pelos Estados Unidos. Tudo muda quando ele conhece o abusado e metido Vincent (Tom Cruise), um tremendo jogador, ainda muito jovem, arrogante, que leva Eddie a imaginar novos rumos para seu pacato presente. Ao lado da namorada de Vincent, Carmen (Mary Elizabeth Mastrantonio), resolvem fazer uma road trip em busca de apostas em mesas de sinuca de diversas cidades onde um vai conhecendo melhor o outro e onde um ponto de ruptura chega quando as ambições saem do equilíbrio.


Nesse projeto que é sempre um dos mais lembrados filmes quando pensamos no universo das apostas e no conflito entre mestre e aprendiz, temos duas óticas a seguir, a do jovem e nada amadurecido Vincent que embarca na sua arrogância por seu um exímio jogador de sinuca encontrando em Eddie uma porta de ensinamentos para futuros golpes. Temos também a de Eddie que busca um retorno aos grandes jogos, um vício que nunca saiu do seu pensar mas precisava de uma boa história para embarcar de volta ao jogo sem pensar duas vezes. O conflito entre essas duas gerações de jogadores fica evidente do primeiro ao último minuto de fita, bem distante de um duelo convencional entre mestre e aprendiz aqui os ensinamentos são com os inúmeros conflitos que eles encontram pelo caminho.



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