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Crítica do filme: 'Código: Imperador'


As confusões de um roteiro nada objetivo. Disponível no catálogo da Netflix, o longa-metragem espanhol Código: Imperador nos mostra por um confuso protagonista as tramas investigativas de agências paralelas que buscam informações valiosas de alvos pré-determinados. O grande conflito do personagem principal se apresenta quando se envolve com uma mulher que de alguma forma está envolvida em uma das investigações. Código: Imperador poderia ser um seriado, talvez com mais tempo entenderíamos melhor todos os mistérios não solucionados de um filme que abre as portas mas não as fecha.


Na trama, conhecemos Juan (Luis Tosar), um experiente investigador que parece trabalhar para algumas pessoas que buscam informações comprometedoras de políticos, esportista, alguém visto com certa relevância na sociedade. Ao longo de um certo período de tempo, algumas investigações de Juan acabam entrando em conflito com sua vida pessoal quando ele se apaixona por Wendy (Alexandra Masangkay). Assim, o protagonista precisará tomar algumas decisões.


Luis Tosar é um grande ator, busca com seu personagem abrir portas, construir reflexões ao redor dos conflitos mas tudo acaba sendo muito confuso. Os coadjuvantes não tem destaque, fato que deixa lacunas soltas dentro dos porquês. O ritmo é acelerado, flertando com a ação mas logo fugindo para o suspense. Não entendemos direito a teia de intrigas que são ligadas ao misterioso trabalho do protagonista, como o filme tem partes inspiradas em fatos reais (também não muito bem esclarecida essa parte) partimos do princípio que seus dilemas do presente encostam em algumas questões éticas oriundas de reflexões sobre o jogo de poder e manipulação do qual faz parte mas que nunca esteve em posição tão comprometedora como se encontra atualmente.


Dirigido pelo cineasta espanhol Jorge Coira, com roteiro assinado por Jorge Guerricaechevarría, Código: Imperador busca em seus mistérios ser impactante como um filme sobre investigações mas os conflitos guiados pelos dramas do protagonista acabam nos levando a campos reflexivos sobre relacionamentos, ou até mesmo a relação entre trabalho e vida pessoal.



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