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Crítica do filme: 'Joe Bell'


As segundas chances que não temos mas que de alguma forma nos fazem refletir sobre as oportunidades que não voltam mais. Nos mostrando a história de um homem em uma saga de dor e reflexões Joe Bell nos atinge profundamente colocando no centro das atenções um assunto que cada vez mais acontece e trazem consequências tristes, em vários lugares do mundo: o bullying. Dirigido pelo cineasta nova iorquino Reinaldo Marcus Green, o longa-metragem está disponível no catálogo da HBO Max.


Na trama, conhecemos Joe Bell (Mark Wahlberg), um homem atingido por uma enorme tragédia. Seu filho mais velho Jadin (Reid Miller) cometeu suicídio após uma série de situações constrangedoras que passou provocado pelo preconceito de muitos por ele ser gay. Buscando reunir forças nesse momento tão difícil para qualquer pessoa, ele resolve botar em prática um projeto onde vai caminhar por diversos estados norte-americanos conscientizando a população sobre o bullying.


Os diálogos imaginados, contra os pensares de outrora. O arrependimento é um sentimento, totalmente abstrato mas que aqui é personificado pelos diálogos entre pai e filho durante a caminhada do protagonista. Joe busca com seu objetivo refletir sobre o que poderia ter feito de diferente para que seu filho não tomasse a atitude que tomou ao mesmo tempo que encontra uma saída para sua forte tristeza que é a conscientização para ajudar outros e outras que possam estar passando pela mesma situação de Jadin. Mas isso acaba tendo um preço, Joe se distancia do resto de sua família, a esposa e o outro filho, se fechando em uma bolha que nunca sairia.


A culpa é um fator chave para explicações de alguns porquês. Aqui entramos na polêmica do preconceito, na forma como o pai machista enxergava o filho assumidamente gay, uma quebra de relação, mostrada em algumas cenas bem detalhadamente, que seria um dos fatores para a depressão e desespero de Jadin. Na escola, o bullying constante vai minando os sonhos e a felicidade de um jovem que apenas quer ser feliz.


Esse filme deveria ser exibido em escolas e debatido entre alunos e professores. Nos faz refletir sobre a nossa sociedade. Os preconceitos de muitos ainda enterram sonhos de outros.



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