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Crítica do filme: 'A Novata'


Os fortes traços do desequilíbrio dentro de uma obsessão. Indicado em cinco categorias no Spirit Awards 2022 (uma espécie de Oscar do cinema independente), A Novata, primeiro longa-metragem dirigido pela cineasta Lauren Hadaway, busca refletir sobre uma lógica dentro de uma diligência sobre o descontrole em se desafiar. Com uma impactante protagonista (interpretada de maneira brilhante por Isabelle Fuhrman), que muitas vezes mostra-se enigmática, a narrativa se joga no nada superficial rompimento com a razão que chega ao mesmo tempo de emoções que transbordam.


Na trama, conhecemos Alex (Isabelle Fuhrman), uma caloura de uma faculdade que se junta à equipe de remo da instituição. Sem ter muitos amigos e sozinha com o seu pensar em muitos momentos acaba entrando em desequilíbrio quando o exaustivo treinamento domina a vida dela que em busca de uma perfeição nos movimentos se vê em uma estrada em linha reta rumo ao desespero não sobrando espaço para mais nada.


Os prejuízos e sofrimento de uma busca por perfeccionismo tomam conta dos quase 100 minutos de projeção. O compromisso com a disputa se torna algo além da conta para a estudante atleta, o roteiro navega numa construção de personalidade narcisista, egoísta, talvez algo próximo de um Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva. Amargurada, com o passar do tempo some com qualquer tentativa em encontrar o equilíbrio, muito menos tranquilidade, moldando seu cotidiano em um caótico estado de espírito rumando seu corpo e mente para um abismo.


Relaxar é um privilégio ou um padrão? Essa pergunta é algo fixo durante tudo que enxergamos pelas lentes atentas de Hadaway. A narrativa busca reflexões sobre alguns porquês, assim logo em seu prelúdio é apresentado as facetas da obsessão. Mas a forma de enxergar o recorte do seu presente só é visto de maneira mais ampla nos arcos finais quando a protagonista já entrou em seus conflitos, seus altos e baixos emocionais. Pra quem curte psicologia, esse longa-metragem é um prato cheio!



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