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Crítica do filme: 'Quero ser Grande'


Quando a imaturidade salta abruptamente ao encontro da maturidade. Partindo de uma inacreditável história de um garoto que se transforma num adulto após um pedido, um dos filmes mais lembrados da década de 80, Quero Ser Grande, nos mostra um confronto entre a imaturidade e as diferentes formas de entender a vida. Lançado no final da década de 80, dirigido pelo atriz e cineasta nova iorquina Penny Marshall, o projeto foi indicado a dois Oscars, inclusive marcando a primeira indicação ao prêmio mais famoso do cinema do astro Tom Hanks.


Na trama, conhecemos Josh (David Moscow/Tom Hanks), um jovem garoto de 12 anos que vive seus dias de aventuras e descobertas ao lado do inseparável amigo Billy (Jared Rushton). Um dia, durante uma ida ao parque de diversões e uma tentativa frustrada de se aproximar de uma garota que adora, acha uma máquina de pedidos num lugar isolado do parque, e logo ele pede pra ser mais velho. No dia seguinte, Josh acorda mais velho e logo se meterá em muitas confusões tentando viver uma vida de adulto, inclusive conseguindo um emprego numa empresa de brinquedos, conhecendo assim Susan (Elizabeth Perkins).


A narrativa leve e divertida não esconde as reflexões na linha existencialista, nas diferentes formas de entender o momento, onde a imaturidade ganha um salto desproporcional para a maturidade da vida adulta. A grande sacada do roteiro, de envolver uma empresa de brinquedos na nova vida do protagonista, se torna um alicerce para pontos profundos sobre os conflitos emocionais que os personagens passam, não só o personagem principal.


Quero ser Grande é uma comédia com ar de fantasia que traça seus paralelos com o mundo real de forma emocionante, desde as descobertas do amor, da importância do trabalho, até mesmo a fundamental estrada de se passar por conflitos e as maneiras como o entendimento de suas ações tornam a vida com um maior sentido.  



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