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Crítica do filme: 'Aumenta que é Rock'n'Roll'


Rock and roll e cinema, tudo isso junto e misturado? Vamos falar agora sobre Aumenta que é Rock'n'Roll. Chegou aos cinemas nesse final e abril de 2024 um longa-metragem brasileiro que usa a nostalgia à seu favor para contar uma história que envolve sonhos, amores, política e muito rock and roll. Baseado no livro autobiográfico "A Onda Maldita", de Luiz Antonio Mello, Aumenta que é Rock'n'Roll navega pelas ambições e desejos de uma juventude fervilhando por liberdade e desejos em meio ao processo de restauração da democracia.

Na trama, ambientada no início dos anos 80, conhecemos Luiz Antonio (Johnny Massaro), um jovem jornalista que desde os tempos de colégio, ao lado do amigo Samuca (George Sauma), sonha em trilhar carreira pelas ondas do rádio. Luiz consegue a grande oportunidade da vida ao ser colocado de frente de um novo projeto e assim criar a Fluminense Fm, mais conhecida como ‘A Maldita’, que logo se torna uma das estações mais ouvidas, lançando grandes nomes do rock nacional. Em meio ao caos de tentar manter seu sonho, com desafios atrás de desafios, ele começa a se aproximar de uma das locutoras do lugar, Alice.

Um tempo que não volta mais. Através dos sonhos de um protagonista obstinado, contornamos um contexto borbulhante de um país, uma ligação entre a cultura e as formas de expressão. A rádio é um dos meios de comunicação que mais vem ficando para trás após a chegada da internet, por isso histórias assim, de idealizações de sucesso de outros tempos são importantes para mantermos a preservação da memória ativa. E não pensem que só quem viveu esses tempos mostrados vai se interessar por esse filme, o leque é bem aberto.

Sob o foco de um protagonista, muito bem interpretado por Johnny Massaro, chegamos aos dilemas que vão desde a estrutura de uma oportunidade até sonolentos pontos românticos. Aliás, esse último ponto é encaixado de forma um pouco forçada dentro de uma narrativa que se apoiam no carisma de ótimos personagens. Ao longo de quase duas horas de projeção, mesmo com algumas derrapadas, indo de encontro à clichês, a narrativa busca ser pulsante, embalada por uma trilha sonora com canções conhecidas, se construindo a partir de uma realização pessoal buscando assim alcançar reflexões mais amplas que ligam a política ao espírito de uma geração marcada pela redemocratização. 

Aumenta que é Rock'n'Roll cumpre seu objetivo, com a sacada de ter a nostalgia como base do entretenimento, revive o espírito sonhador que está em todos nós. Não deixem de conferir, em cartaz nos cinemas! Viva o cinema brasileiro!

 

 

 

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