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Crítica do filme: 'Hoje é o Primeiro Dia do resto da sua vida'


Um filme sobre pais e filhos sempre traz reflexões e emoções para todos nós que acreditamos em dias melhores para toda uma nova geração. Selecionado para o Festival ‘É Tudo Verdade’ 2024, o documentário paulista Hoje é o Primeiro Dia do resto da sua vida nos leva ao encontro com uma família que está crescendo, com uma adoção aguardada e as iminentes mudanças em torno de suas vidas. Filmado na própria casa de um casal com o lado profissional ligado ao audiovisual, momentos se tornam eternos nesse registro pulsante que coloca a maternidade e paternidade lado a lado.

Mostrando a parte final do processo de adoção de Gael, de apenas 4 meses pelos seus novos pais, os cineastas Bel Bechara e Sandro Serpa, em meio aos tempos complexos de pandemia, de forma leve, verdadeira e emocionante conhecemos as conflitantes emoções que se jogam no caminho, além de descobertas que valerão para toda uma vida. As inseguranças de pais de primeira viagem, as reviravoltas no cotidiano do casal, as novas maneiras de enxergar o mundo, o medo do futuro, se juntam ao abstrato das emoções aqui se ligando a uma ternura que emociona.

Recortes de momentos que outros pais de primeira viagem já tiveram, aproximam essa história com a de tantas outras. É muito fácil se emocionar quando a verdade está presente em cada cena, em cada preocupação. Um mundo que era de dois, agora é de três e o alicerce desse projeto é exatamente mostrar essas mudanças cotidianas que vão desde a arrumação da casa até as primeiras experiências com tudo que uma nova vida precisa. O caos político de uma eleição próxima a vir (o projeto foi filmado em 2021) abre incertezas, medos, caso não haja mudanças.

Hoje é o Primeiro Dia do resto da sua vida é um singelo recorte de uma nova família, uma nova estrutura que é voltada ao amor. Tomara que esse filme chegue até o circuito exibidor. Merece.

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