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Crítica do filme: 'O Alfaiate'


O plano perfeito não existe. Chegou recentemente ao catálogo da Prime Video um intrigante longa-metragem que nos mostra ao longo de uma noite, reviravoltas e surpresas em meio a um banho de sangue, numa busca da descoberta de quem é a pessoa mais esperta daquele lugar. Escrito e dirigido pelo roteirista vencedor do Oscar Graham Moore, e ambientado numa época de forte predomínio das máfias nos Estados Unidos, seguimos os passos de um intrigante personagem e sua aparente fuga da violência mas que esconde segredos conforme vamos entendendo melhor essa história.

Na trama, conhecemos o britânico Leonard (Mark Rylance), um experiente alfaiate que após uma tragédia se mudou para Chicago em meados da década de 1950. Nesse novo lugar, acabou se envolvendo, mesmo que de forma indireta, com a máfia, inclusive um dos chefões da região é o seu principal cliente. Quando em uma noite, uma série de acasos acontecem, o alfaiate precisará de muita habilidade para se livrar de uma peculiar situação.

Dilemas, suspense, num cenário com atuações excelentes. O brilhantismo do roteiro caminhando nas ações e consequências se torna um parceiro perfeito de uma narrativa com ar sombrio, que respinga violência, onde o inesperado é ansiosamente aguardado na próxima cena. Tendo esse plano de fundo instaurado, personagens se revezam na entrega de peças de um mosaico ligado a crimes, traições, ego, onde emoções entram em conflitos culminando numa série de ações inconsequentes.

A delicadeza de uma profissão, hoje quase esquecida pelo desenvolvimento da tecnologia, ganha uma luz intensa na composição de um protagonista marcante. Seu intérprete, o ganhador do Oscar Mark Rylance está fabuloso em um papel que poderia lhe render outros prêmios. Leonard e seu campo de percepção apurado vai se revelando aos poucos o ponto de interseção de subtramas, sempre muito bem conduzido por uma direção detalhista que busca encontrar a pulga atrás da orelha do lado de cá da telona.


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