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Crítica do filme: 'Explosão no Trem-Bala'


Como lidar com uma situação drástica de risco nacional? Buscando respostas para essa pergunta, o longa-metragem japonês Explosão no Trem-Bala mistura ação, policial e drama trazendo os pormenores de conflitos que se cruzam quando um trem com mais de 300 passageiros está em risco de explodir. Remake de um badalado filme japonês lançado em meados da década de 1970 - O Trem-Bala - ganha fôlego trazendo os pormenores em forma de crítica social.

Tinha tudo para ser mais um dia calmo e tranquilo para Kazuya Takaichi (Tsuyoshi Kusanagi), o responsável por um moderno trem que faz um longo percurso com destino final na capital japonesa, Tóquio. A questão é que logo nos primeiros minutos de viagem acaba sendo avisado pelo centro de controle que há várias bombas instaladas ao longo da composição. Correndo contra o tempo em busca de soluções, Kazuya e outros personagens importantes farão de tudo para salvar os passageiros.

O roteiro consegue de forma bem inteligente apresentar seu caos das emoções em momentos decisivos onde todos os personagens encontram seus espaços nas camadas que se abrem. Aliado a uma narrativa cheia de adrenalina e tensão – com cenas de ação bem executadas - essa se torna uma união satisfatória para as mais de duas horas de projeção.

E não pensem que os clichês atrapalham. Contido em quase todas as produções do gênero ação, aqui há um drible no óbvio trazendo para a trama central um interessante cardápio repleto de críticas sociais. Desde o posicionamento do governo japonês em casos de terrorismo, passando por outras questões políticas - até mesmo a força das redes sociais nos tempos atuais -  o longa-metragem que chegou nesse final de abril na Netflix é um equilibrado emaranhado de ações e consequências.  

Com seu abre-alas ao melhor estilo ‘Missão Impossível’, Explosão no Trem-Bala traz para os tempos modernos uma história parecida já contada 50 anos atrás mas dando seu próprio toque de originalidade. Esse é um filme que consegue prender a atenção.


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