Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Operação Beijo de Natal'


Oh oh oh! Pertinho de dezembro, mais um filme natalino alcança ao top 10 da Netflix. Desta vez, é a produção Operação Beijo de Natal, dirigido por Bradley Walsh, que, com seus pouquíssimos personagens regados a sorrisos e situações pouco conflitantes, preenche uma trama que se joga em uma narrativa acelerada cheia de fofurismos, mostrando passado e presente se reencontrando.

Nessa tentativa de ‘conto de fadas moderno’, muito guiada pela ingenuidade de um encantamento de um grande amor num lugar onde todo mundo se conhece, os dilemas ressoam apenas na superfície. Tudo é prático, possível, preparando o terreno para um clímax desencontrado, meloso, com protagonistas correndo de qualquer carisma.

Na cidade gelada de Ivy Glen, Grace (Jen Lilley) está radiante com a chegada do Natal, já que sua empresa de decoração e design – onde trabalha com o irmão e a melhor amiga - foi escolhida para ser a responsável por uma atração badalada da cidade. Com os preparativos acontecendo, Grace é surpreendida pelo retorno do seu ex-namorado, Ryan (Nick Bateman), que se tronou um homem bem-sucedido em Nova Iorque. Se aproximando cada dia mais, essas duas almas vão precisar tomar decisões importantes sobre o futuro.

Chegamos, em algum momento da vida, à conclusão de que nosso trabalho consumiu boa parte de nossa história, deixando de lado outras questões importantes. Você vai enfrentar isso alguma vez na sua trajetória. Esse sentimento, que pode surgir assistindo a esse filme, é um dos poucos elementos que criam elos eficazes dentro dessa história - mesmo que correndo para o previsível.

Ah, Rapha, mas vale pelas doçuras do espírito natalino? Alguém pode até achar interessante se o filme tocar dessa forma, afinal, nessa época de dezembro estamos sempre com o coração mais sensível, e qualquer ar de nostalgia acaba chamando nossa atenção. Mas, como uma obra cinematográfica, que se propõe a ser uma parábola encantada – mesmo sem magia - Operação Beijo de Natal apenas embala um soninho gostoso.

Postagens mais visitadas deste blog

Jantar para Idiotas

Depois de ler a sinopse eu ja sabia que não iria gostar mas como todo cinéfilo é teimoso... fui assistir a esssa produção em uma noite que estava sem sono. Resumindo, foi muito difícil chegar ate o final. Paul Rudd não consegue sair desses papeizinhos de homem de 30 anos com alguma crise; seja ela no casamento, na desilusão de não ter amigos, ou conhecendo alguma garota dos seus sonhos. Dessa vez, ele é um empregado de uma grande empresa e para se enturmar com a gerência tem que arranjar um idiota(isso mesmo, pasmem) para levar em um jantar onde há uma zoação generalizada em cima dessas pobres almas. Nem comentarei o papel ridículo de Steve Carell nesse filme. Eu fiquei imaginando como Hollywood ainda pode bancar idéias desse tipo. Tanto roteiro bom engavetado e uma porcaria dessas é lançada, vendendo uma idéia besta como essa. Isso só serve para aumentar bullying(Alô Serginho Groisman!) nas escolas entre outras coisas, que não são os mais corretos, em uma sociedade robótica onde o cin...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...