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Crítica do filme: 'Quem se Move' [Mostra de Cinema de Gostoso 2025]


O silêncio e as percepções do vazio quando a luz no fim do túnel parece distante. No penúltimo dia da 12ª Mostra de Cinema de Gostoso, fui até a Sala Petrobrás - um lugar maravilhoso para assistir a um filme - e lá me deparei com um interessante curta-metragem paulista que me fez refletir sobre seus temas durante todo o dia.

Abordando algumas horas na noite cheia de possibilidades de uma jovem imigrante brasileira em Lisboa - completamente perdida sobre o futuro e buscando atalhos para suas soluções nos encontros e desencontros que a vida coloca em sua frente - Quem se Move busca encontrar significados no campo das percepções, sem deixar de destacar o conflito existencial, se aventurando nas possibilidades infinitas da linguagem e prendendo nossa atenção.

Criando significados por meio de uma montagem dinâmica, a diretora Stephanie Ricci busca o confronto emocional e o despertar de um estado de alerta, em uma bela condução narrativa que preenche a tela com possibilidades. Muitas vezes estático – sustentado também pela atuação competente da ótima atriz Olívia Torres – o filme mantém seu clímax constante através de uma tensão interna profunda.

Esse é um assunto que sempre está presente na atualidade: a imigração. No entanto, a obra não se limita nessa questão, abrindo camadas para questionamentos sobre propósito e identidade, significados das relações e uma angustiante percepção do vazio. Um belo projeto.

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