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Crítica do filme: 'Agente Zeta'


Jason Bourne, Jack Ryan, Ethan Hunt e, o mais famosos de todos, James Bond, são alguns dos nomes que logo chegam pelas nossas memórias quando pensamos em espionagem no cinema. Personagens que marcaram época e levaram milhares de pessoas aos cinemas, envolvidos por um tema fascinante para o público: o jogo de espiões.

Em 2026, o mundo da espionagem ganhou mais uma homenagem no audiovisual, desta vez em um eficiente filme espanhol que apresenta, de forma explosiva e com ritmo frenético, uma trama que envolve segredos familiares e ações que interligam as forças de inteligência de dois países completamente diferentes.

Zeta, dirigido por Dani de la Torre, é filme repleto de reviravoltas que, por meio de um espelho geopolítico - passando até pelo Rio de Janeiro -, consegue transmitir o eterno embate sobre controles da narrativa quando nações entram em choque por ações que geram consequências. O longa-metragem, estrelado pelo astro do cinema espanhol Mario Casas, alcançou o Top 1 do Prime Video já na sua semana de estreia na plataforma, mostrando a força desse tema para o público.

Yago (Mario Casas) é um agente da inteligência espanhola (CNI), de codinome Zeta, que está tirado um tempo de folga em um lugar isolado para cuidar de sua mãe. Quando uma série de assassinatos de ex-agentes, camuflados em embaixadas espanholas pelo mundo, começa a acontecer, Yago é chamado para rastrear um desses alvos que conseguiu sobreviver (Luis Zahera). A partir daí, seu destino se cruza com Alfa (Mariela Garriga), uma agente da inteligência colombiana, e, aos poucos, eles vão descobrindo verdades sobre um misterioso acontecimento fatal do passado que revelará enormes surpresas.  

O roteiro, muito bem escrito por de la Torre, Oriol Paulo e Jordi Vallejo, consegue sustentar a atenção do público com seguidas revelações que mudam a maneira como olhamos para essa história. Num primeiro momento, tudo parece bem confuso: há muita informação, e um leque de personagens importantes surge conforme os minutos vão passando. De trama de espionagem, logo vamos entendendo que uma camada sobre família começa a se abrir - e, nesse momento, a obra cresce, nos conduzindo a dramas pessoais e dilemas com um desfecho difícil de prever.   

A direção é competente: reúne elementos marcantes de um suspense político com o acréscimo da ação em cenas muito bem elaboradas, mantendo a plena compreensão da história, sem desvios desnecessários e com pouco uso de soluções convenientes. É bem interessante assistir a um obra sobre espionagem fora do eixo hollywoodiano; mais contextos se abrem, novas formas de enxergar o desenvolvimento dos personagens também, e as dinâmicas geopolíticas ganham novos contornos.

Agente Zeta e seu ‘jogo de espiões’ busca um estilo próprio dentro de um subgênero cinematográfico ligado ao suspense, se consolidando como um entretenimento de alto nível que deixa o público atento em cada cena, preparando muito bem seu final surpreendente.   

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