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Crítica do filme: 'Colisão: Acidente ou Homicídio?'


A Netflix vem se especializando em produzir documentários TRUE CRIME, apresentando ao mundo histórias impactantes e reais, repletas de questões que nos levam a um mergulho profundo em reflexões sobre o ser humano e a sociedade. É um caso mais chocante que o outro, nos levando muitas vezes a pensar: ‘Como isso é possível?’

O mais recente deles, Colisão: Acidente ou Homicídio? nos leva de volta até o caso de Mackenzie Shirilla, que ganhou notoriedade internacional após ser presa, acusada de jogar intencionalmente um carro contra uma parede no início de uma manhã, culminando em uma forte batida que matou os outros dois ocupantes do veículo.

Apresentando os fatos aos poucos - ação que deixa a narrativa mais envolvente -, vamos entendendo melhor os detalhes de uma acusação que, a princípio, parecia se tratar de um acidente, mas logo virou uma corrida por uma condenação por homicídio. Com a exposição de vídeos, mensagens e relatos de conhecidos, além das novas descobertas feitas pela polícia a cada dia, todo o panorama muda, nos conduzindo para um raio-x de uma personalidade egocêntrica.    

Julho de 2022, Strongsville, Ohio. Mackenzie Shirilla tinha 17 anos e namorava Dominic, alguns anos mais velho. Os dois já viviam juntos e tinha um grupo de amigos com que sempre estavam – Davion era um deles. Em uma noite anterior regada à famosa droga que Mackenzie não escondia de ninguém o uso, os três se envolvem um trágico ‘acidente’ ao voltar para casa nas primeiras horas da manhã, com ela no volante. Somente Mackenzie saiu viva, levando a polícia a montar complicado quebra-cabeça para entender como– e o por quê - aquilo aconteceu.

Dirigido por Gareth Johnson, a narrativa – que segue a mesma fórmula de bolo de outras produções documentais - nos leva para um mar de argumentações com pessoas que conheciam a jovem condenada e as vítimas, voltando rapidamente no tempo através de fotos e vídeos para trazer uma contextualização bem objetiva sobre a personalidade dos envolvidos – principalmente a de Mackenzie.

Os depoimentos feitos por meio de entrevista são contraditórios, já que o lado das três famílias envolvidas são ouvidos. Aliás, a própria Mackenzie – já presa – dá seu relato, alegando que não lembra nada dos últimos segundos antes do acidente acontecer.

Colisão: Acidente ou Homicídio? busca a imparcialidade -  característica importante de toda obra desse tipo – deixando o público desenvolver suas próprias reflexões. Através dessa tragédia, o documentário também abre espaço para bons debates sobre redes sociais, o uso descontrolado de drogas, além de colocar em evidência a importância da presença familiar nos limites necessários na educação.      

 

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