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Crítica do filme: 'The Cold Light of Day'

O morno encontro de Superman e McClane à procura do oitavo passageiro O novo filme de ação “ The Cold Light of Day” tinha a possibilidade de encontrar um lugar ao sol cinéfilo em um ano de poucos bons filmes de ação, porém, o resultado não bem o que os amantes da sétima arte esperavam. Dirigido pelo cineasta Mabrouk El Mechri a trama é recheada de clichês que se amontoam na tela como se fossem abelhas à procura de mel. Não há entrosamento entre o elenco, as cenas de discussão familiar são frias e parecem extremamente forçadas. A câmera fica mais preocupada em pegar as marcas famosas que desfilam ao longo do filme do que imagens qualificando aquelas sequências. Somos guiados em um enredo que tem muita correria e pouca história. Na trama, somos rapidamente apresentados a Will, um homem que chega à Espanha para reencontrar a família para uma espécie de reunião familiar forçada. Totalmente incomodado por estar ali (percebemos a falta de harmonia com seu pai), e o desejo de vol...

Crítica do filme: 'O Exótico Hotel Marigold'

Preferível dormir em casa do que na sala de cinema.    Baseado na obra de Deborah Moggach (que escreveu o roteiro do sucesso " Orgulho e Preconceito ") chegou aos cinemas em 2012, brevemente aliás, o novo filme do inglês John Madden , “ O Exótico Hotel Marigold” . Nesse drama com pitadas bem sutis de comédia, a narrativa e sua lentidão deixam o público em estado sonâmbulo, louco para tirar aquele breve cochilo. A fórmula não dá certo. Na trama, um grupo de idosos britânicos (alguns aposentados) resolvem viajar para a Índia para passar um tempo. Chegando na terra dos incensos, se hospedam no Hotel Marigold, administrado por um jovem simpático. Aos poucos histórias se cruzam e cada um dos personagens começa a ver a vida de uma nova maneira. São muitos personagens: tem uma velhinha deveras chata e preconceituosa que viaja para fazer uma cirurgia, uma recém viúva que tenta aprender sobre tecnologia (tem até um blog) e vive tentando fugir da realidade onde seu mari...

Crítica do filme: 'Margaret'

Um filme inteligente que não surgiu para ser ‘mainstream’ O nova-iorquino Kenneth Lonergan (que dirigiu o ótimo “ Conte Comigo ”) consegue em um longo filme narrar com muita inteligência as atitudes de uma adolescente em crise após um determinado acidente.  O longa tem cenas dramáticas, fortes e sensíveis ao mesmo tempo que preza pelo lado humano, em meio ao caos emocional instaurado.  O desfile de rostos famosos que aparecem ao longo da trama, cada um com seu pequeno papel, ajudam e muito a construir essa ótima história. Na trama, conhecemos Lisa Cohen (interpretada muito bem pela mais jovem ganhadora do Oscar Anna Paquin ) uma jovem com graves problemas de diálogos com sua mãe que acaba em um certo dia testemunha de um acidente fatal de ônibus. Após esse dia, a troca pela culpa é a nova caminhada que a jovem percorre, para tal, conhecemos aos poucos novos rostos que ajudam a adolescente a definir o tamanho da parcela de sua culpa nesse acidente. O papel da m...

Crítica do filme: 'O Vingador do Futuro (2012)'

O novo e futurístico filme do californiano Len Wiseman (diretor do filme " Duro de Matar 4.0 " e de dois filmes da saga " Anjos da Noite ") trás tatuagens neon, mãos-telefone, arma Beto Carrero (uma pistola que dispara laços magnéticos), carrinhos do Speed Racer, a volta dos três peitos e uma dinâmica de videogame, fazendo com que parte do público (talvez mais o segmento ‘Nerd’) se aproxime da trama aguardando os novos movimentos do “jogador”. As mentirinhas que vemos ao longo da história (que são como abelhas à procura de mel), não atrapalham a diversão do espectador. Na trama conhecemos Douglas Quaid, um operário de uma fábrica que tem sérios problemas para dormir. Um dia, impulsionado pelas palavras de um conhecido, resolve ir até uma empresa que oferece implantes de memórias falsas de uma futura e improvável vida (uma espécie de Brilho eterno de uma mente ‘com’ lembranças). Porém, durante o experimento algo dá errado e ele começa a ser perseguido e dedu...

Crítica do filme: 'Rock of Ages'

De Bon Jovi à boy band, um excelente musical com atuação de gala do Tom Cruise de Notre Dame Comandado pelo cineasta californiano Adam Shankman (que dirigiu filmes como " Um Amor Para Recordar " e " Hairspray - Em Busca da Fama "), “ Rock of Ages” é um grande e envolvente concerto cinematográfico. O ‘coral do buzão’ dá início ao aguardado musical que entre muitas histórias temos um escravo do rock em busca de uma canção perfeita e um casal que leva o amor que sentem para cima do palco e expressam isso em forma de canções. O longa é sutil e de apelo popular para mostrar a transformação da indústria fonográfica (e ao mesmo tempo fazer uma crítica à mesma). Às vezes sentimos muita cantoria e pouca história mas nada de muito grave que atrapalhe a diversão do espectador. No filme, conhecemos Sherrie e sua botinha country, uma jovem que parte de sua cidade de poucos habitantes para uma badalada e grande metrópole que respira rock and roll. Lá se apaixona, conhe...

Crítica do filme: "Um Divã para Dois"

...O velho bacon, os velhos ovos com a gema dura, o talento de sempre de uma dupla que enche  sessões desde sempre... O novo trabalho do diretor nova-iorquinho David Frankel não era fácil, dirigir na telona dois grandes atores que só por constarem no elenco de um filme já geram expectativa. Para a alegria dos cinéfilos, o cineasta que dirigiu, entre outros filmes, " Diabo Veste Prada " e " Marley & Eu " consegue fazer um filme maduro, como os personagens que estão no epicentro de uma crise no seu casamento. Com o lema “Mesmo bons casamentos tem anos ruins”, “ Um Divã para Dois” é uma comédia com pitadas de drama que agrada de uma maneira geral, pena que a trilha sonora não encaixa com o filme. Uma grande decepção nesse aspecto. Na trama, um casal já na flor da terceira idade enfrenta uma crise intensa em seu relacionamento. Para tentar fugir da mesmice procuram se entender em algumas sessões de aconselhamento de casais, sob o comando de um médico ex...

Bate-Papo com a atriz Astrid Bergès-Frisbey

A jovem atriz espanhola Astrid Bergès-Frisbey esteve no Brasil na última semana para apresentar seu novo trabalho, “ A Filha do Pai ”. O filme, dirigido pelo talentoso Daniel Auteuil, é um dos destaques do excelente Festival Varilux de Cinema Francês que ocorre em algumas cidades do nosso país. No Rio de Janeiro, o público teve a oportunidade de conversar com alguns atores e diretores convidados sempre ao fim de determinadas sessões. Assim, ao término do maravilhoso “ A Filha do Pai ”, o jornalista Raphael Camacho teve a sorte de conferir um bate-papo bem rápido entre a atriz e o público. Confira abaixo algumas das questões abordadas por esse jovem talento do cinema europeu: Astrid iniciou a conversa com o público falando do diretor Daniel Auteuil “ Estou muito emocionada de estar aqui. O Daniel Auteuil gostaria muito de estar aqui também mas depois contarei tudo a ele. Eu queria contar a vocês que eu e Daniel gostamos de entrar nas salas onde o filme tem passado nos f...