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Crítica do filme: 'À Três Vamos Lá'

Nas leis do amor, os limites são meros e delicados detalhes. Escrita e dirigida pelo cineasta Jérôme Bonnell, À Três Vamos Lá é quase que um conto de fadas com alternâncias entre a profundidade do amar e as crônicas que se pode esperar de um conflituoso porém extremamente simpático triângulo amoroso. Ao longo dos curtos 85 minutos de projeção somos testemunhas de uma história nem tão original mas com uma narrativa empolgante e uma direção para lá de competente.  Com todas as filmagens ocorrendo na linda cidade de Lille, na França, o longa-metragem, que chega ao Brasil no próximo dia 14 de abril, conta a história de Mélodie (Anaïs Demoustier), uma jovem e valente advogada que se encontra em um dilema tanto na sua vida profissional, quanto em sua vida pessoal. Micha (Félix Moati) e Charlotte (Sophie Verbeeck), amigos de Mélodie, são um casal que faz meses que não se entendem e um dos motivos pode ser a própria Mélodie com que mantém um caso com cada um dos personagens. Al...

Crítica do filme: 'Invasão a Londres'

Tem determinadas ideias que são somente as mesmas ideias de outros filmes. Dirigido pelo cineasta iraniano Babak Najafi e escrito por nada menos que quatro roteiristas, Invasão a Londres tem fortes chances de concorrer ao cobiçado Framboesa de Ouro. O roteiro beira à chatice, a direção é totalmente descontrolada e as atuações são uma das piores da carreira de Gerard Butler e Aaron Eckhart. É difícil encontrar alguma coisa que se salve nesse projeto que focou nos efeitos de explosões a todo instante e esqueceu de escrever uma trama mais envolvente. Na trama, que segue como uma espécie de continuação de Invasão à Casa Branca (que faturou mais de 150 milhões de dólares nas bilheterias mundiais), voltamos a encontrar a dupla dinâmica: o presidente dos Estados Unidos, Benjamin Asher (Aaron Eckhart) e o agora chefe do serviço secreto Mike (o moço do 300), que dessa vez unem forças para conseguirem sobreviver a uma série de ataques ao primeiro, em solo britânico, após a ação mal...

Crítica do filme: 'Absolutely Anything'

O mundo é um grande palco da arte do sonhar. Dirigido pelo cineasta galês Terry Jones Absolutely Anything é uma comédia britânica que mistura o feijão com arroz de um filme de comédia com um toque peculiar, tipo um tempero diferente, graças a sempre interessante entrega em cena do brilhante Simon Pegg.  Sem previsão de estreia no Brasil, Absolutely Anything conta a história de Neil (Simon Pegg), um professor, que sonha em ser um escritor de sucesso, deveras infeliz que nutre uma quase paixão impossível, pela sua bela vizinha Catherine (Kate Beckinsale). Certo dia, tudo muda em sua pacata e sem expectativa vida. Graças a uma experiência de alguns alienígenas que estão em dúvidas sobre as qualidades na vida em nosso planeta , Neil ganha poderes de um Deus e precisa saber utilizar suas novas habilidades de maneira correta mas logo de início percebemos que isso será bem difícil.  O longa-metragem, que estreou em agosto do ano passado nas terras britânicas, é um fil...

Crítica do filme: 'Desajustados'

O homem nasceu para lutar e a sua vida é uma eterna batalha. Escrito e dirigido pelo cineasta francês Dagur Kári (diretor do ótimo O Bom Coração ) Fúsi , no original, é uma grande fábula moderna sobre a solidão e o ato simples de recomeçar a vida. Muito definido em seus arcos, o roteiro navega com muita suavidade para dentro dos sentimentos do protagonista que são lapidados por características bastante peculiares e muito bem executadas pelo ótimo ator Gunnar Jónsson.   Desajustados é um daqueles filmes que entram no circuito de maneira discreta e surpreendem a gente. Na trama, conhecemos o solitário Fúsi (Gunnar Jónsson), um ser humano que leva uma vida monótona em uma cidadezinha europeia. Fúsi trabalha no departamento de cargas e bagagens do aeroporto de sua cidade e quase diariamente sofre Bulliyng de alguns colegas de trabalho. O protagonista mora com sua mãe e seu padrasto, e certo dia, o segundo matricula Fúsi em uma aula de dança onde ele acaba conhecendo Sjöfn (Ilmur ...

Crítica do filme: 'Pai em Dose Dupla'

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. Dirigido pelo experiente em filmes de comédias, Sean Anders, Pai em Dose Dupla estreou há algumas semanas em nosso circuito de cinema trazendo mais uma vez a possibilidade do público assistir a um filme de sessão da tarde antes dele estrear na própria sessão da tarde. Misturando raros momentos interessantes com um show de trapalhadas ao estilo Os Trapalhões, o longa-metragem que tem a dupla Will Ferrell e Mark Wahlberg como protagonistas é mais um daqueles projetos que vamos esquecer rapidamente até o final do ano. Na trama, conhecemos Brad (Will Ferrell), um homem certinho que vive uma vida confortável ao lado da esposa e dos dois filhos dela. Brad não é o pai biológico das crianças e seu grande sonho é que elas o respeitem como pai. Certo dia, o pai biológico das crianças, Dusty (Mark Wahlberg), volta depois de muito tempo sem aparecer e Brad precisará enfrentar as inúmeras tentativas dele em atrapalhar ...

Crítica do filme: 'Truman'

Um amigo se faz rapidamente, já a amizade é um fruto que amadurece lentamente. Vencedor de alguns prêmios na última e famosa premiação Goya, o novo longa-metragem do cineasta espanhol Cesc Gay, Truman , é um projeto que transborda emoção, delicadeza e reúne dois dos grandes atores deste planeta, Javier Cámara e Ricardo Darín. Ao longo dos 108 minutos de fita, somos envolvidos, já nos primeiros minutos, por essa linda história. Na trama, conhecemos o pacato Tomás (Javier Cámara), um homem de meia idade que mora no Canadá e convencido pela esposa embarca em um vôo para a Espanha onde irá encontrar o seu melhor amigo de toda uma vida, Julian (Ricardo Darín) um ator que está à beira do falecimento por conta de tumores que se espalharam por seu corpo e busca um novo e futuro lar para seu fiel companheiro, Truman. Ao longo de poucos dias, a dupla viverá situações inesquecíveis, misturado a um tsunami emocional, que se juntarão ao grande álbum de amizade que colecionam durante anos...

Crítica do filme: 'Min så kallade pappa'

A força da maternidade é maior que as leis da natureza. Lançado na Suécia em setembro de 2014, o longa-metragem Min så kallade pappa (ainda sem tradução para o Brasil) é um daqueles belos filmes que infelizmente quase certo de eu nunca veremos por aqui. O projeto conta com o grande ator sueco Michael Nyqvist e é dirigido pelo experiente diretor Ulf Malmros. Utilizando bem a realidade e os pés nos chão para contar uma história que tinha tudo para ser um filminho de sessão da tarde, Min så kallade pappa é um filme que você precisa conferir. Na trama, conhecemos a futura mamãe e professora do jardim de infância Malin (Vera Vitali), uma mulher com garra e atitude que está passando por um momento de separação com o futuro pai de seu primeiro filho. Definida a tomar atitudes corajosas sobre seu futuro, resolve ir em busca do pai que nunca conhecemos, Martin (Michael Nyqvist), um veterano ator de teatro que nunca fez questão de procurar notícias de sua única filha. Durante o inusitado ...