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Crítica do filme: 'Últimos Dias no Deserto'

O lado bom da vida é descobrirmos, cada dia que passa, mais sobre ela. Dirigido pelo cineasta colombiano Rodrigo García, diretor do fabuloso Albert Nobbs , Últimos Dias no Deserto conta uma passagem na vida de Jesus Cristo, quando o mesmo passa por um grande desafio em relação a sua fé. Para o papel do protagonista, o experiente e sempre ótimo Ewan McGregor que mais uma vez consegue desempenhar com louvor um excelente e difícil personagem. Com uma fotografia belíssima, uma trilha sonora delicada que compõe todos os momentos do filme, da aflição ao conflito das emoções, o longa metragem exibido no Festival de Sundance do ano passado é um achado delicado, um drama com pitadas religiosas que fará cada espectador pensar melhor sobre sua própria vida e suas esperanças que crescem e morrem durante nossa trajetória na Terra. Na trama, baseado no Velho Testamento, acompanhamos Jesus (Ewan McGregor) viajando totalmente sozinho pelo deserto alguns dias. Em jejum, caminhando muitas vezes ...

Crítica do filme: 'Funcionário do Mês'

Um dia sem rir é um dia desperdiçado. Com o selo de uma das maiores bilheterias da história do cinema italiano, o novo trabalho do diretor italiano Gennaro Nunziante, Funcionário do Mês, é o que podemos dizer de comédia simples mas que navega por temas polêmicos e possui na força de suas cenas um ponto de interação interessante com o público. Protagonizado pelo comediante Checco Zalone, um grande show de situações sem noção é criado e por mais que em alguns momentos o filme se perca totalmente consegue fazer rir com eficiência. Na trama, conhecemos Checco (Checco Zalone), um homem de meia idade que desde que nasceu sonha em ser funcionário público. Conseguindo realizar seu sonho logo que chega na fase adulta, vive uma vida pacata e sem emoções em uma cidadezinha italiana. Quando uma reforma administrativa acontece na Itália, toda a vida manda de Checco é colocada em cheque e ele passa a ter que lutar pela manutenção de seu emprego se metendo em diversas e hilárias situações. ...

Crítica do filme: 'Lazer Team'

Devemos aceitar a decepção finita, mas nunca perder a esperança infinita. Dirigido pelo desconhecido cineasta Matt Hullum, chega mais um filme sobre super heróis aos cinemas norte-americanos, apostando em um gênero que vem fazendo sucesso em diversas janelas de exibição, o sci-fi, Lazer Team acaba falhando em sua proposta e se torna apenas mais do mesmo quando pensamos em outras terríveis produções que se assemelham a essa fita. A ideia era muito boa mas o roteiro está mais perdido que o Ryan Lochte dando explicações sobre o que aconteceu em uma noite no RJ durante a última olimpíada. Na trama, conhecemos um grupo de pessoas, alguns com problemas de interação no passado, que acabam descobrindo um objeto voador que caiu em um lugar isolado e assim passam a serem devotos de um poder que era destinado a outra pessoa. Com a descoberta desse fato por autoridades norte americanas, de controle desse tipo de assunto, o grupo precisará provar que são realmente merecedores de tais poderes...

Crítica do filme: 'Already Tomorrow in Hong Kong'

Selecionado para diversos festivais durante todo o ano de 2015, estreou nos Estados Unidos em fevereiro de 2016, uma curiosa trama, que um pouco se assemelha à clássica trilogia de Richard Linklater Antes do Amanhecer/Antes do Pôr-do-Sol/Antes da Meia-Noite . Already Tomorrow in Hong Kong é uma micro mais contagiante história de amor intangível. Ao longo dos curtíssimos 78 minutos de projeção, somos testemunhas de profundos diálogos que vão de uma criativa crítica ao mundo da tecnologia até as razões pelas quais amamos alguém. Jamie Chung e Bryan Greenberg, os protagonistas, dão um espetáculo de harmonia e fazem toda a magia do cinema acontecer a partir do poder que as palavras possuem na hora que você conhece alguém. Na trama, conhecemos Josh (Bryan Greenberg), um jovem banqueiro norte-americano que mora faz uma década em Hong Kong. Certo dia, quando está do lado de fora de onde acontece a festa de sua atual namorada, acaba conhecendo a bela Ryby (Jamie Chung), com quem acaba p...

Crítica do filme: 'Aquarius'

Selecionado para o famoso e prestigiado Festival de Cannes deste ano, finalmente chega o dia da estreia nacional do aguardado Aquarius , 01 de setembro. Dirigido pelo prestigiado Kleber Mendonça Filho (um dos grandes diretores de sua geração e da atualidade), o longa-metragem de 142 minutos vem causando uma grande onda de expectativa após as poucas exibições que foram feitas até agora. Não é pra menos, Kleber consegue redefinir todo um padrão/coragem quando pensamos em direção cinematográfica, ao longo dos minutos, de cena em cena, fica claro o talento e as referências cinéfilas deste grande artista atrás das câmeras. O roteiro, assinado pelo próprio diretor, explora uma recife e seus problemas, fatos e situações que nunca deixarão de ser uma angústia para a sociedade brasileira como um todo. Para brindar os cinéfilos, talvez a grande e talentosa cereja deste bolo cheio de camadas iluminadas seja a atuação magistral da gigante Sonia Braga, de longe o fato que nos faz não tirar os ol...

Crítica do filme: 'Nós Duas Descendo a Escada'

Me ajude a lembrar quantas declarações de amor eu falei. Como nosso amor começou? E chega diretamente de Porto Alegre uma das gratas surpresas do universo cinematográfico brasileiro deste ano. Nós duas descendo a Escada, dirigido pelo cineasta Fabiano de Souza,   é um leve e bonito conto moderno que fala sobre o amor entre duas mulheres de maneira cativante. A trilha sonora do filme é belíssima, às vezes um pouco demasiada demais para algumas sequencias, porém com força o suficiente para se destacar sem incomodar na maior parte do tempo. Na trama, conhecemos Adri (Miriã Possani), uma jovem cheia de sonhos que após um encontro inusitado, acaba conhecendo Mona (Carina Dias) uma carismática mulher por quem se apaixona perdidamente.   Assim, suas semanas nunca mais serão as mesmas, os dias mais intensos, sempre em busca de fugir da tal da solidão longe de seu grande amor. Basicamente, as idas e vindas de um amor entre duas jovens, completamente diferentes, que encontram no ...

Crítica do filme: 'Born to be Blue'

Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia. Dirigido pelo desconhecido cineasta canadense Robert Budreau, Born to be Blue mostra de maneira forte, segura e honesta parte a trajetória do mundialmente conhecido trompetista norte americano Chet Baker. Usando várias sacadas interessantes, do roteiro à condução do argumento, Budreau consegue extrair a alma da trama que é brindada com uma atuação beirando a perfeição do experiente ator Ethan Hawke. Born to be Blue exala emoção com uma calorosa, harmônica e estonteante sonora de trompete. Na trama, conhecemos a lendária história do genial músico de Jazz Chet Baker (Ethan Hawke), que durante todo seu auge se meteu em diversas confusões, além de seu intenso e preocupante vício em vários tipos de drogas. O roteiro foca mais forte na parte da tentativa de reestruturação de sua carreira após uma grave lesão, oriunda de uma agressão motivada por dívidas antigas. Seu encontro com uma atriz chamada Jane (Carm...