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Crítica do filme: 'England is Mine'

Toda timidez é formada pelo desejo de agradar e pelo medo de não o conseguir. Em seu primeiro longa metragem como diretor, o cineasta Mark Gill apresenta ao público todas as facetas do início da trajetória de um dos artistas britânicos mais famosos das últimas décadas. England is Mine é um retrato melancólico e repleto de questões filosóficas na explicação da mente complexa de um jovem futuro astro da música mundial. No papel principal, o ótimo ator Jack Lowden (Dunkirk) que tem grande destaque nesse belo trabalho sem previsão de estreia no Brasil. Na trama, ambientada no início da década de 70 até um pouco antes da criação do lendário grupo britânico The Smiths, acompanhamos bem de perto a trajetória de Steven Patrick Morrissey (Jack Lowden) um jovem que encontra dificuldades em que carreira seguir, tendo que trabalhar para o fisco britânico e fazendo bicos em um hospital, até aos poucos ir seguindo sua vocação musical. Contando com a ajuda de amigos que o incentivavam, cada u...

Crítica do filme: 'Na Selva'

A responsabilidade de todos é o único caminho para a sobrevivência. Dirigido pelo cineasta Greg McLean (do interessante O Experimento Belko ), Jungle conta uma quase inacreditável história, baseada em fatos reais, de jovens aventureiros e seus dramas quando enfrentam dificuldades na inexplorável selva boliviana. No papel do protagonista, o famoso Harry Potter Daniel Radcliffe, esforçado no papel, que a cada novo trabalho tenta se desprender do eterno bruxinho que fez milhares de fãs mundo a fora.   Baseado no livro Jungle: A Harrowing True Story of Survival , Jungle conta a história do israelense Yossi Ghinsberg (Daniel Radcliffe,), um jovem que resolve largar por um tempo os estudos e se aventurar na exploração de novos lugares e cultura ao redor do mundo. Assim, chega à Bolívia décadas atrás e lá conhece o fotógrafo Kevin (Alex Russell) e o jovem professor Marcus (Joel Jackson). Uma grande amizade começa a se iniciar e após Yossi cruzar com Karl (Thomas Kretschmann, que v...

Crítica do filme: 'Bom Comportamento'

Os laços eternos da irmandade desenfreada. Dirigido pelos irmãos cineastas Ben Safdie e Joshua Safdie, Bom Comportamento é um thriller com ritmo intenso que provoca no espectador uma grande curiosidade sobre o que vai acontecer a uma dupla de irmãos que são completamente diferentes mas que possuem laços fortes. A produção, que concorreu a Palma de Ouro em Cannes esse ano apresenta uma excelente atuação de Robert Pattinson que depois desse filme prova que depois de sua era vampiresca adolescente enfim se tornou um ator versátil e bastante competente. Na trama, conhecemos os irmãos Connie (Robert Pattinson) e Nick (Benny Safdie) que certo dia resolvem assaltar um banco e com o dinheiro buscam fugir para uma vida melhor. Só que o assalto dá errado e após serem marcados com tintas de proteção nas cédulas, Nick é capturado pela polícia. Desesperado, Connie embarca em uma jornada enlouquecedora na tentativa de resgatar o irmão custe o que custar.O ritmo do filme faz pequenas sequência...

Crítica do filme: 'A Vilã'

Nessa vida, tem gente que tem apenas um destino aliado ao seu instinto. Pegue um liquidificador e misture Nikita com Oldboy , o resultado é A Vilã , essa ótima ação com cenas eletrizantes que estreia em breve no circuito nacional. Dos mesmos produtores do excelente Invasão Zumbi , o filme mostra a vida de uma assassina que desde cedo encontrou sua vocação em um mundo repleto de violência e frieza em busca de uma luz de esperança que nunca chega. O cineasta Byung-gil Jung, que também escreve o roteiro, tem muitos méritos nessa pequena obra prima que promete agradar aos cinéfilos. Na trama, conhecemos Sook-hee (Ok-bin Kim) uma mulher repleta de habilidades que desde sempre foi treinada para ser uma espécie de assassina de organizações secretas. Após uma invasão, logo no início do filme (de tirar o fôlego e com lembranças daquela cena do machado de Oldboy) acaba sendo selecionada para um grupo misterioso comandado por uma chefe rígida e com várias cartas na manga. Ela faz um acordo...

Crítica do filme: 'Loveless'

Não se pode viver em desamor. Na era dos selfies e das vitrines matrimoniais que a sociedade impõe para que a tal da incerteza da normalidade fique evidente e você não seja alvo de fofocas ou preconceitos, o novo trabalho do excepcional cineasta russo Andrey Zvyagintsev (dos excelentes Elena e Leviatã ), Loveless , sensação nos festivais que fora exibido mundo a fora e um dos fortes candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro, é um filme que fala sobre acima de tudo de família. Em uma Rússia dos tempos modernos, repleta de idas e vindas em relacionamentos, Zvyagintsev faz o espectador navegar nas emoções mais profundas quando nos sentimos olhando pelo buraco da fechadura. Na intensa trama, conhecemos o casal Zhenya (Maryana Spivak) e Boris (Aleksey Rozin) que estão se separando em meio a muitas brigas. Eles tem um filho de 12 anos chamado Alyosha (Matvey Novikov) que sofre bastante pelas discussões diárias dos pais. Zhenya tanto Boris já estão em outros relacionamentos, o s...

Crítica do filme: 'Câmara de Espelhos'

Qual a visão que temos sobre a mulher? Com passagens por alguns festivais de cinema pelo Brasil, o interessante documentário Câmara de Espelhos , dirigido pela cineasta recifense Dea Ferraz traz a tona, com um ambiente estilo buraco de fechadura, o pensamento masculino sobre as mulheres. Com um livre arbítrio instaurado, os pensamentos vão e vem nessa que podemos dizer ser uma grande experiência social que nos faz entender melhor como o mundo está pensando.  É um choque, um debate, sobre a visão masculina em relação a assuntos tabus em nossa sociedade como o avanço no movimento feminista, o machismo e a maneira como se lutam por determinados direitos. Nesse curioso relato que explica muito sobre nossa sociedade, diversos grupos de homens, de várias idades diferentes, se juntam em uma sala repleta de espelhos onde de vez em quando vídeos são mostrados, exatamente para iniciar os debates daqueles que estão ali. Uma espécie de big brother sem manipulação, comportamental exala...

Crítica do filme: 'Boa Sorte Argélia'

Em seu primeiro trabalho como diretor em longa-metragem, o cineasta Farid Bentoumi apresenta ao público uma história inusitada que alia salvação de uma empresa e o esporte de alto rendimento. Boa Sorte Argélia , com algumas passagens em festivais mundo a fora, é um pouco parecido com o clássico da ‘sessão da tarde’ Jamaica Abaixo de Zero , só que consegue ser mais que apenas superfície quando entendemos as razões das escolhas feitas pelos personagens e de toda uma família ao redor. Na trama, conhecemos os sócios de uma empresa que fabrica esquis artesanais Sam (Sami Bouajila) e Stéphane (Franck Gastambide). Eles conseguem segurar a empresa como podem e dependem de uma grande exposição da marca em uma grande competição para atrair assim mídia e mais clientes. Só que isso acaba não acontecendo por conta de acordos entre gigantes do segmento. Assim, Stephane, um grande esquiador francês do passado, tem uma ideia inusitada: que Sam se inscreva em competições de alto nível na modalid...