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Mostrando postagens de dezembro, 2014

Crítica do filme: 'Se Fazendo de Morto'

Como fazer o papel dos outros se você não ouve ninguém? Em seu décimo primeiro trabalho como diretor, o cineasta francês Jean-Paul Salomé apresenta a inusitada história de decadência da profissão de ator mostrados ao público pelos olhos de um teimoso, chato, metido mas bastante empático protagonista. O sempre ótimo François Damiens segura muito bem todas as ‘nuâncias’ de seu complexo personagem. Em uma região fria da França, um ator que ganhou o Cesar (uma espécie de Oscar do cinema francês) de revelação na década de 80, chamado Jean Renault (François Damiens) que todos não gostam de trabalhar e que está atualmente desempregado, consegue um trabalho inusitado: atuar como ator em reconstituições de crimes. Assim, logo em seu primeiro dia de trabalho enfrenta uma metódica juíza e uma cidade cheia de mistérios, ajudando a polícia a desvendar o assassinato.  A história é bem construída envolta do protagonista. Possui tons de comédia pastelão, o personagem principal vai a...

Crítica do filme: 'A Família Bélier'

O que é uma família senão o mais admirável dos governos? O novo trabalho do cineasta francês Eric Lartigau (do questionado Os Infiéis ) é uma comédia ao melhor estilo sessão da tarde mas com elementos tão sensíveis que elevam a qualidade da trama a cada frame. Só mesmo um cinema como o francês, que exala qualidade em muitos de seus títulos, para falar com tamanha sutileza sobre os problemas que ocorrem dentro de uma casa.  Na trama, conhecemos os fazendeiros simpáticos que fazem parte da Família Bélier. A história gira em torno da jovem Paula (interpretada pela ex-concorrente do The Voice francês Louane Emera), uma estudante que ao entrar por acaso em uma aula de canto do colégio, percebe que tem o dom de cantar. Paula vive com sua família, onde todos são surdos e mudos exceto ela, e se dedica diariamente as afazeres familiares e as inúmeras traduções que precisa fazer para ajudar os membros de sua família a terem uma vida mais tranquila. Tudo isso muda quando Paula reso...

Crítica do filme: 'Cowboys (Kauboji)'

A vida pode até ser chata às vezes, mas um faroeste nunca! Com uma abertura ao melhor estilo dos seriados norte-americanos, o indicado ao Oscar de Melhor filme estrangeiro pela Croácia neste ano de 2015, Cowboys , é uma comédia com tons dramático muito bem dirigida pelo cineasta Tomislav Mrsic e com atuações bem competentes. Ao longo dos 107 minutos de fita, vamos acompanhando diversas situações engraçadas que acontecem com os personagens em cena. É o tipo de filme que agrada a todo tipo de público. Na trama, um fracassado diretor de teatro precisa reunir um grupo de pessoas para encenar uma peça de teatro que não ocorre há 15 anos no lugar onde vivem. Só que o grupo de atores selecionados nunca pisaram em um palco antes e inúmeras confusões cômicas vão se moldando conforme vamos conhecendo melhor a vida de cada um desses personagens, principalmente quando eles escolhem que o gênero da peça que vão ensaiar é o famoso Western, o faroeste. Uma grande amizade entre pessoas ...

Crítica do filme: 'O Vale Sombrio (Das finstere Tal)'

O indicado ao Oscar de Melhor filme estrangeiro este ano pela Áustria é uma jornada sangrenta em busca de um certo conforto emocional. Protagonizado pelo inglês Sam Riley e com o ator Clemens Schick (que fez o longa-metragem Praia do Futuro com Wagner Moura) no elenco, o longa-metragem possui um roteiro fraco que só não classifica a fita como ruim por conta da inteligente maneira do experiente diretor Andreas Prochaska conduzir as sequências. É um dos filmes mais fracos que foram indicados ao pré-Oscar este ano. Na trama, um forasteiro chega a uma aldeia isolada, nas vésperas de um rigoroso inverno. Logo em sua chegada, paga uma quantidade considerável de dinheiro para os “donos” do lugar. O que ninguém sabe, é que esse homem está com uma grande sede de vingança contra quase todas as pessoas deste lugar. Assim, passo a passo, um plano é arquitetado e executado.  O filme, desde seu princípio, tem um ar melancólico. Os personagens são frutos de uma época sem lei, onde...

Crítica do filme: 'Wish I Was Here'

A adversidade é um trampolim para a maturidade. Em seu terceiro longa-metragem do currículo, o norte-americano Zach Braff, que você já deve ter ouvido falar por conta do seriado Scrubs, volta a falar sobre dramas familiares e personagens complexos no intrigante e cheio de metáforas Wish I Was Here. O filme é um drama comovente sobre a arte do crescer e saber a hora certa de adicionar componentes de maturidade nas suas escolhas de vida. Na trama, conhecemos um ator desempregado chamado Aidan (Zach Braff), pai de dois filhos, que vive às custas de sua mulher Sarah (Kate Hudson) que é extremamente infeliz no casamento. Para piorar, seu pai Gabe (Mandy Patinkin) está com câncer terminal e sua vida começa a desabar ao seu redor. Assim, o protagonista embarcará em uma jornada em busca de um novo sentido para seu destino. Wish I Was Here é uma história madura sobre as verdades do mundo lá fora. O protagonista vive em busca de seu sonho mas acaba esquecendo das coisas básicas c...