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Mostrando postagens de julho, 2015

Crítica do filme: 'Manglehorn'

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar. Depois do ótimo Joe , melhor filme protagonizado por Nicolas Cage nos últimos dez anos, o jovem cineasta norte-americano David Gordon Green volta as telonas dessa vez para dirigir uma lenda do cinema, Al Pacino. Manglehorn é um filme que caminha lentamente rumo ao fundo do poço de uma alma em martírio por atitudes não tomadas em seu passado. O projeto beira ao inusitado, com algumas cenas estranhas e um protagonista que não consegue se desenvolver ao longo dos 97 minutos de projeção. O filme concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza 2014, além de ser exibido nos festivais de Toronto e do Rio em 2014. Na trama, conhecemos o chaveiro Manglehorn (Al Pacino), um homem que vive em meio a tristeza de seu cotidiano tedioso. Seu relacionamento com o filho é quase inexistente, não consegue mais entender os sentidos das coisas, vive dentro de uma depressão profund...

Crítica do filme: 'Pixels'

Será que a vida é um grande jogo de videogame? Voltando a décadas passadas, pura nostalgia para grande parte do público, chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, 23.07, a nova aposta do humorista Adam Sandler, Pixels . Estimado em mais de 110 milhões de dólares e dirigido pelo experiente cineasta norte-americano Chris Columbus (Esqueceram de Mim), o longa-metragem é uma grande decepção do início ao fim. Personagens sem carisma, embalados ou não pelas piadas americanizadas de Sandler, um roteiro repleto de falhas, uma direção que beira somente ao razoável transforma Pixels em uma grande e intensa experiência sonolenta. Na trama, conhecemos logo no início e ainda crianças, os nerds Brenner (Adam Sandler) e Cooper (Kevin James), o primeiro é um grande campeão dos jogos estilo arcade e o segundo seu fiel escudeiro. Os anos passam e Brenner se tornou um homem desiludido que trabalha em uma empresa de montagem de equipamento, já Cooper se tornou o todo poderoso preside...

Crítica do filme: 'Um Reencontro'

Encontrar você ou nunca mais ver você. Falando sobre o amor quântico e todas as possibilidades que podem haver em uma atração amorosa, a diretora francesa Lisa Azuelos utiliza de uma trilha sonora contemporânea para contar um quase poema sobre o amor. Uma das qualidades do filme é que a apresentação dos personagens é direita, simples e objetiva. Um Reencontro fala sobre a essência do amor, com uma visão e interpretação sobre o sentimento puro que vem espontaneamente quando um outro alguém desperta o diferente em você. O projeto deve incomodar a alguns, muito pelo fato dos eternos clichês do gênero que realmente são incorporados na trama mas de nada atrapalham a emoção que nasce das escolhas dos personagens. Na trama, somos rapidamente apresentados ao advogado criminalista Pierre (François Cluzet) e a sensual escritora Elsa (Sophie Marceau). Os dois pombinhos se conhecem em uma festa e logo de início cativam a atenção mútua. O problema é que Pierre é casado e Elsa não gosta de ...

Crítica do filme: 'Que Mal Fiz a Deus?'

O segredo da felicidade é escolher a comédia e largar o drama. Dirigido pelo desconhecido francês Philippe de Chauveron, chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 06 de agosto uma das mais engraçadas comédias francesas dos últimos anos, Que Mal Fiz a Deus? Contando com uma atuação para lá de inspirada do veterano ator Christian Clavier, o filme se sustenta nas irritações hilárias do personagem principal que entra em total desespero quando sabe dos pretendentes das suas quatro filhas. Na trama, conhecemos o tradicional Claude Verneuil (Christian Clavier), um homem com uma vida boa que vive seu final de vida ao lado da esposa com quem tem quatro filhas. A pacata vida deste orgulhoso cidadão francês é completamente abalada quando é apresentado aos pretendentes de suas filhas, cada um dos noivos tem uma religião diferente e o tradicional Claude entra em total loucura quando sabe desta informação. Sua esperança era a última filha que vai casar mas surpresas o aguardam. O rote...

Crítica do filme: 'Uma Nova Amiga'

O desejo é uma árvore com folhas. Já a esperança, uma árvore com flores. Já o prazer, árvore com frutos. Depois de inúmeros trabalhos marcantes, o excelente cineasta francês François Ozon volta ao cinema depois de um hiato de um ano para contar uma insólita história que mais uma vez, como em outros trabalhos dele, escancara para o público a intimidade dos personagens. Nesse belo drama de pouco mais de 100 minutos, um dos grandes pontos altos, o ator francês Romain Duris, dá um verdadeiro show em cena. Vale o ingresso. Na trama, acompanhamos a trajetória sofrida de Claire (Anaïs Demoustier), uma mulher de meia idade que não se desgrudava da amiga Laura (Isild Le Besco). Ambas cresceram juntas e ao longo do tempo desenvolveram uma amizade muito forte. Tudo ia bem até Laura falecer precocemente. Claire, fica muito abalada e sem saber direito como seguir em frente sem a amiga. Até que um certo dia, em uma visita a casa da amiga, ela é surpreendida com a descoberta de um segredo de D...

Crítica do filme: 'Tomorrowland - Um Lugar Onde Nada é Impossível '

O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência. Depois de dirigir o último filme da franquia Missão Impossível ( Missão: Impossível - Protocolo Fantasma ) o ótimo cineasta norte-americano Brad Bird embarca em um projeto arrojado que fala sobre as mil maravilhas, ou não, de um futuro com o uso de recursos de maneira mais inteligente do que fazemos em nossos tempos. Tomorrowland - Um Lugar Onde Nada é Impossível é protagonizado pelo astro George Clooney e pela novata que vai cada dia mais conseguindo fixar seu nome em grandes produções hollywoodianas, Britt Robertson. Na trama, acompanhamos as aventuras da jovem Casey Newton (Britt Robertson),  uma adolescente com enorme curiosidade pela ciência que vive com o pai em uma cidade norte-americana. Certo dia, encontra personagens inusitados e consegue descobrir uma maneira de se transportar quase que automaticamente para uma realidade paralela, criada pelo cientista Frank Walker (George Clooney)...

Crítica do filme: 'Paper Planes'

Produzido pelo ex-Hulk Eric Bana, com uma música na trilha sonora, Do or Die , escrita por Jared Leto e com o intérprete de Jake Sully no elenco, chega da Austrália um dos filmes mais água com açúcar do ano, Paper Planes . Quando você lê a sinopse já imagina como pode ser o filme, bobinho e cheio de elementos para fazerem emocionar o público. O filme é exatamente isso, um classificado ‘sessão da tarde’ made in terra dos cangurus. Na trama, conhecemos Dylan (Ed Oxenbould), um menino que vive dificuldades em seu relacionamento com o pai após o falecimento precoce de sua mãe. Certo dia, se envolve em um concurso de aviões de papel e consegue uma surpreendente classificação para um torneio de esfera nacional. Assim, reunindo os poucos recursos que possui, tentando ter uma melhor relação com o pai e fazendo novas amizades, Dylan embarca em uma jornada que o levará até o campeonato mundial de aviões de papel, realizado no Japão. Nem mesmo o bom jovem ator Ed Oxenbould consegue pre...

Crítica do filme: 'Muitos Homens num Só'

Com apenas um mês de filmagens, um tempo bem curto na média para um projeto de produção cinematográfica, Muitos Homens num Só é uma livre adaptação baseada no livro Memórias de um Rato de Hotel (1912), de João do Rio. Contando com uma direção que possui bons momentos, um roteiro que deixar a desejar principalmente quando resolve preencher as lacunas investigativas que a história pede por historinhas de amor novelescas e um elenco que desenvolve seus personagens de maneira consciente mas sem ser muito profunda, o filme vem fazendo uma carreira interessante no circuito nacional. Às vezes sendo suspense, às vezes sendo um drama romântico, Muitos Homens num Só comete um pecado capital: se perde em seu caminho que tinha tudo para ser vitorioso. Na trama, conhecemos Arthur (Vladimir Brichta), uma alma inquieta, um homem com um olhar atento que faz provar a teoria de que a política da vida está no improviso de cada dia. No início do Século XX, Arthur se especialista em furtar perten...

Crítica do filme: 'Jogada de Mestre (Kidnapping Mr. Heineken)'

Baseado no livro homônimo de Peter R. de Vries, Jogada de Mestre (Kidnapping Mr. Heineken) é baseado em fatos reais e conta com certos detalhes o seqüestro de um dos chefões da cervejaria Heineken, que aconteceu na década de 80, na Holanda. Para dirigir essa explosiva história, foi chamado o cineasta sueco Daniel Alfredson ( A Rainha do Castelo de Ar e A Menina Que Brincava Com Fogo ) e para interpretar o representante da família Heineken Anthony Hopkins. Por mais que seja um projeto corajoso e com pontos positivos, existe uma falha óbvia nas sustentações dos personagens, Sam Worthington ( Avatar ) compromete bastante a trama e tem uma atuação bem abaixo da média. Jim Sturgess não brilha como poderia e Hopkins fica meio esquecido, não podendo contribuir com sua força cênica.    Na trama, voltamos ao ano de 1983 na Holanda, onde o magnata holandês de cervejas Freddy Heineken (Anthony Hopkins) foi seqüestrado e ficou preso, junto de seu motorista, durante 3 semanas em um...

Crítica do filme: 'A Dama Dourada'

Podes ter de travar uma batalha mais de uma vez, para a vencer. Após o interessante Sete Dias com Marilyn, o cineasta britânico Simon Curtis volta à direção de uma longa-metragem, dessa vez para falar sobre uma história incrível de determinação e inteligência baseada em fatos reais. A Dama Dourada , passado na década de 80, na Califórnia, é um drama com cirúrgicas pitadas de humor, oriundo da interpretação digna de Oscar de uma das grandes atrizes britânica em atividade: Helen Mirren. No elenco ainda o excelso Daniel Brühl e a surpreendente atuação do ex-Lanterna Verde, Ryan Reynolds. Na trama, conhecemos Maria Altmann (Helen Mirren), uma senhora inteligente e com muito bom humor, que por um longo tempo viveu os horrores da guerra. Sobrevivente do Holocausto e vivendo nos Estados Unidos a muito tempo busca a ajuda de um jovem e inexperiente advogado, neto de um grande compositor austríaco, Randol Schoenberg (Ryan Reynolds) para recuperar a obra de arte, Retrato de Adele Bloch-B...

Crítica do filme: 'Meu Verão na Provença'

A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família. Depois do ótimo Amor é Ódio no já distante ano de 2010, a cineasta Rose Bosch volta a direção, dessa vez em um filme muito bonito que mostra todas as fases de uma família contada de uma maneira deliciosa. Somando-se a isso, o longa-metragem que estreou no circuito brasileiro na última quinta-feira (02.07), conta com uma atuação maravilhosa do excelente ator francês Jean Reno. Na trama, conhecemos três irmãos de personalidades diferentes, entre eles um jovenzinho com deficiência auditiva, que partem, forçadamente, de férias para a bela cidade de Florença, na Itália, logo depois de um abalo na estrutura familiar que estavam acostumados. Meio sem saber o que será do destino deles, chegam à casa de Paul (Jean Reno) e Irene (Anna Galiena), seus avós que não viam a muito tempo. Por conta de brigas familiares, não conheciam direito seu avô, um idoso rabugento que vai aprender com a juventude a sorrir novamente...