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Mostrando postagens de fevereiro, 2018

Crítica do filme: 'Os Farofeiros'

Quando as piadas do cotidiano dão certo. Sim, estamos acostumados a cada ano que passa, assistirmos nos cinemas brasileiros, comédias nacionais repletas de situações tragicômicas, diálogos ‘stand up comedy’, personagens que se assemelham filme após filme. Os Farofeiros , novo trabalho do campeão de bilheteria Roberto Santucci , tem uma estrutura parecida com outros trabalhos do competente cineasta brasileiro, porém, com a vantagem de que dessa vez as piadas funcionam na maior parte do tempo, muitas dessas por um inspirado humorista que enfim recebe uma chance nos cinemas, Mauricio Manfrini, o conhecido Paulinho Gogó. Na trama, conhecemos quatro amigos, de classe média, com personalidades diferentes que trabalham juntos a mais de uma década em uma empresa que está passando por problemas por conta da crise. Alexandre (Antônio Fragoso),acaba de conseguir uma promoção e após a volta das férias precisará demitir um de seus amigos: Lima (Maurício Manfrini), Rocha (Charles Paraventi), ...

Crítica do filme: 'Todas As Razões Para Esquecer'

É preciso sofrer para se chegar aos momentos felizes. Focando em temas atemporais que pairam o universo do primeiro amor, o projeto apresenta um protagonista repleto de dificuldades em entender seus sentimentos e com uma certa síndrome ligada à solidão. Escrito e dirigido pelo cineasta Pedro Coutinho o longa deve agradar ao público jovem e que se interessa pelo bom cinema nacional. Exibido no último Festival do Rio de Cinema, Todas as Razões para Esquecer é um pequeno e interessante recorte sobre a descoberta da maturidade em nossas juventudes prolongadas. Na trama, tendo como pano de fundo uma bela trilha sonora, conhecemos o complicado Antônio (Johnny Massaro) que acaba de terminar um relacionamento com Sofia (Bianca Comparato), o grande amor de sua vida. O protagonista não consegue entender os porquês do término e começa a navegar em uma trajetória de autoconhecimento,  usando todo tipo de medida nunca antes usada por ele, como ir ao psiquiatra, usar o Tinder, remédios an...

Crítica do filme: 'Projeto Flórida'

Depois do ótimo Tangerine , o cineasta Sean Baker volta as telonas com um dos filmes sensações da temporada e que deu a Willem Dafoe sua terceira indicação ao Oscar. Projeto Flórida fala sobre a criação familiar de uma garotinha que vive em um hotel com sua mãe alucinada onde cada dia é um novo recomeço e uma luta pela sobrevivência para coisas básicas da vida. Baker dirige com bastante sensibilidade, atingindo pontos importantes sobre família. Exibido no Festival de Cannes do ano passado, o filme conta a história de Moonee (Brooklynn Kimberly Prince) uma garotinha por volta dos sete anos que mora com a mãe Halley (Bria Vinaite) em um hotel de cor roxa, próximo aos parques da Disney, gerenciado pelo compreensivo Bobby (Willem Dafoe). Moonee passa seus dias de férias brincando com alguns amiguinhos, aprontando muitas travessuras e que viverá uma situação complexa por conta da falta de maturidade da mãe. Com previsão de estreia no circuito brasileiro no dia 01 de março, o pro...

Crítica do filme: 'Trama Fantasma'

Um amor pode ser sinistro, peculiar e ainda ter charme. Escrito e dirigido pelo genial cineasta californiano Paul Thomas Anderson ( Sangue Negro, Embriagado de Amor, Boogie Nights ), Trama Fantasma é desde seu início um complexo quebra cabeça amoroso, cheio de tensões, um humor peculiar, reunindo emoções via personagens cirúrgicos, emblemáticos, que prendem a atenção do público. O espectador não precisa esperar algo linear, cheio de coesão, os detalhes são o que comandam a narrativa, juntamente com atuações inspiradas do trio Vicky Krieps, Daniel Day-Lewis e Lesley Manville. O do meio, em seu último trabalho (já que anunciou aposentadoria) e com mais uma merecida indicação ao Oscar de Melhor Ator. Na trama, ambientada em meados da década de 50, conhecemos o excêntrico, perfeccionista e renomado estilista Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis), um às em sua profissão, procurado por duquesas e mulheres de família nobre para encomendas de vestidos de luxo, elogiados por todo lugar. R...

Crítica do filme: 'The Square - A Arte da Discórdia'

Quando nem tudo sai como planejado. Depois do ótimo Força Maior , o cineasta e roteirista sueco Ruben Östlund volta as telonas com um filme que busca colocar em evidência, para debates e argumentos, o papel de cada um de nós na sociedade em que vivemos. Ao longo dos 142 minutos de projeção, vemos a narrativa da trama por meio de peça de curta duração, uma espécie de séries de esquetes, método que se desmancha em bons e sonolentos momentos. O atual detentor da Palma de Ouro, prêmio máximo do impactante Festival de Cannes, conta a história de Christian (Claes Bang), um complicado curador de um famoso museu da capital sueca que está preparando uma exposição bastante peculiar onde um quadrado é o centro de reflexão dos visitantes sobre a sociedade em que vivem. Paralelo ao início desse experimento, o curador se envolve em uma sequência de descontroles a partir do roubo de seu celular. The Square, no original, segue na linha de ser um filme com espírito reflexivo, onde precisamos...

Crítica do filme: 'A Grande Jogada'

Um roteiro Straight Flush. Talvez, o patinho feio da temporada e pouco lembrado pelas escolhas sempre polêmicas dos indicados ao Oscar, A Grande Jogada é um filme rico tecnicamente, com atuações profundas e personagens explosivos com personalidade impactante. Protagonizado pela ótima Jessica Chastain, o filme navega nos guetos luxuosos da oportunidade, onde fazer o dinheiro é questão de minutos. A produção também marca a estreia do roteirista Aaron Sorkin que também assina o roteiro. Na trama, baseada em fatos reais e no livro Molly's Game: From Hollywood's Elite to Wall Street's Billionaire Boys Club, My High-Stakes Adventure in the World of Underground Poker, A Grande Jogada conta a história de uma ex-atleta de alto rendimento do esqui norte-americana chamada Molly Bloom (Jessica Chastain) que após insucessos na carreira, resolve embarcar em uma jornada inusitada que a leva ao centro de comando das mesas de pôquer mais exclusivas – repletas de pessoas famosas e bi...

Crítica do filme: 'Extraordinário'

O poder da emoção passa pela forma como enxergamos o mundo ao nosso redor. Filme sensação em bilheterias do mundo todo, Extraordinário , baseado no livro homônimo de R.J. Palacio (que já teve outra obra adaptada para o cinema, As Vantagens de Ser Invisível ), narra uma história muito bonita que fala sobre família, amizade e principalmente sobre sonhos. Dirigido pelo norte-americano Stephen Chbosky, o filme conta com uma linda atuação do jovem Jacob Tremblay ( O Quarto de Jack ). Na trama, indicada ao Oscar 2018 na categoria Melhor Maquiagem, conhecemos o jovem Auggie (Jacob Tremblay) que depois de alguns anos terá seu primeiro dia em uma escola repleto de outras crianças. Auggie nasceu com Síndrome de Treacher Collins (TCS) que causa deformidades craniofaciais, fato que o fez ser educado até então dentro de casa por sua mãe Isabel (Julia Roberts). Adorado por sua família, que também tem o engraçado pai Nate (Owen Wilson) e a carinhosa irmã mais velha Via (Izabela Vidovic), Auggi...

Crítica do filme: 'Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha'

A força de uma amizade. Acostumado a projetos de grandes orçamentos, e muitos desses filmes de época, o cineasta britânico Stephen Frears, creditado como diretor em mais de 60 produções em toda a carreira, que vão de longas, curtas até episódios de seriados, chega aos cinemas com uma delicada história de amizade que a família real britânica tentou esconder durante anos. Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha, b aseado no livro homônimo de Shrabani Basu, é uma bonita história sobre culturas diferentes que reunidas por uma amizade fazem o conhecimento do mundo chegar aos olhos dos envolvidos.O projeto traz uma atuação de gala da genial Judi Dench na pele da protagonista, com uma curiosidade: Dench já havia interpretado a Rainha Victoria em outro filme, o belo Sua Majestade, Mrs. Brown . Na trama, ambientada em 1887, conhecemos o carismático indiano Abdul (Ali Fazal) que acaba sendo escolhido pela guarda britânica para participar de uma cerimônia do jubileu de ouro da Rainha Vict...

Crítica do filme: 'Suburbicon - Bem-Vindos ao Paraíso'

Nada é o que parece. Primeira vez dirigindo um longa-metragem roteirizado pelos irmãos Coen, o astro e ganhador do Oscar George Clooney chegou aos cinemas recentemente com o projeto intitulado Suburbicon - Bem-Vindos ao Paraíso . Reunindo uma descarada mistura de Fargo com outros filmes de Coen, que reúne situações extremas e até certo modo surpreendentes, personagens longe da normalidade, um desfecho que busca o emblemático sempre deixando migalhas nas entrelinhas, Suburbicon acaba se tornando uma sonolenta comédia misturada com suspense de 105 minutos de projeção. Na trama, conhecemos a curiosa cidade de Suburbicon, onde a imensa maioria dos moradores são de classe média e brancos. Gardner (Matt Damon) tem uma rotina monótona e vive em uma boa casa com a mulher, a cunhada e seu filho. Certo dia, quase paralelamente a chegada de novos vizinhos, sua casa é invadida por dois homens extremamente violentos que transformam em terror algumas horas dessa noite, que leva ao falecimento...

Crítica do filme: 'Roman J. Israel, Esq'

Felicidade não existe, o que existe na vida são momentos felizes. Após o ótimo O Abutre , lançado cerca de quatro anos atrás, o roteirista e cineasta Dan Gilroy volta para a cadeira de diretor, dessa vez, para contar a curiosa história de um advogado que praticamente redescobre a vida profissional, e também pessoal, após o falecimento de seu antigo sócio. Na pele do protagonista, novamente vemos um desfile de habilidades em cena de Denzel Washington, que nos brinda com mais uma bela interpretação, quase sempre com personagens complexos que chegam aos nossos olhos com imenso carisma. Merecida indicação ao Oscar desse ano na categoria melhor ator. Na trama, conhecemos o inteligente advogado Roman J. Israel (Denzel Washington) que trabalha faz muito tempo em uma firma de advocacia que ajudava pessoas de baixa renda. Roman sempre ficava como coadjuvante, não ia aos tribunais, conhece todos os casos e os ajuda na resolução mas sempre ajudando por trás da cortina. Quando inesperadamen...