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Mostrando postagens de junho, 2018

Crítica do filme: 'Todo Dia' (Every Day)

O amor nasce e cresce a partir de quem somos. Baseado no livro homônimo, de David Levithan, Todo Dia é um projeto repleto de sutilezas que nos leva a lindas memórias quando paramos para pensar em como nossas relações do dia a dia se desenvolvem. Tinha tudo para ser mais uma história sobre amores água com açúcar mas consegue romper essa barreira de maneira inteligente, com personagens carismáticos e com uma mensagem que ficará na memória do espectador durante muito tempo. A direção, fica a cargo de Michael Sucsy que dirigiu o ótimo Grey Gardens e o longa metragem Para Sempre. Na trama, conhecemos adolescente Rhiannon ( Angourie Rice ) que vive um relacionamento frio com Justin (Justice Smith), um atleta da escola onde estuda. Certo dia, seu namorado acorda como se fosse outra pessoa. E de fato é exatamente isso. A protagonista descobre que existe uma alma chamada ‘A’ que acorda todos os dias com um corpo diferente. Completamente fascinada e apaixonada por essa alma, Rhiannon ...

Crítica do filme: 'Com amor, Simon'

Em busca de uma grande história de amor. Baseado no livro Simon vs. The Homo Sapiens Agenda, de Becky Albertalli , Com amor, Simon chegou aos cinemas brasileiros esse ano sem muito burburinho. Com um elenco com nomes conhecidos do público jovem, a trama fala sobre preconceitos, o alucinante mundo das redes sociais e sua influência no dia a dia dos jovens de todo mundo, além de falar sobre o primeiro amor de maneira emblemática com o protagonista na luta sobre suas escolhas. O filme, antes de mais nada, é uma grande crítica social ao universo digital dos jovens de hoje em dia, ensina lições profundas sobre a amizade e as liberdades de escolhas.   Na trama, conhecemos o tímido Simon (Nick Robinson), um jovem que passa desapercebido em seu colégio, a não ser quando está com seu grupo de amigos. Ele é homossexual mas nunca contou a ninguém. Até que um dia, toma coragem de se expor, após descobrir em um blog um outro menino na mesma situação. Mesmo querendo esconder o bate papo ...

Crítica do filme: 'Eu Só Posso Imaginar'

Até onde vai nossa força para perdoar e seguir em frente? Camuflado de filme religioso baseado em uma famosa canção gospel norte americana, Eu Só Posso Imaginar estreou no circuito brasileiro faz poucas semanas como uma aguardada estreia, até mesmo pela distribuidora do filme do Brasil que abriu pré-vendas para a semana um do filme. Até coachings – professores que criam exercícios para você enxergar algo que não consegue dentro de si, e onde, no mundo, Tony Robbins é o Pelé deles – procuraram cinemas para usar o filme como inspiração. Dirigido pelos irmãos Andrew e Jon Erwin, o longa conta com uma atuação muito competente do Dennis Quaid. Na trama, conhecemos Bart Millard (J. Michael Finley) um jovem inteligente que namora faz anos a mesma namorada e tenta desenvolver sua vida já no fim dos estudos da high school norte americana. Porém, a cada passo que dá, um imenso obstáculo se monta, tudo por conta da relação conturbada com o pai, Arthur (Dennis Quaid), um alcoólatra que sem...

Crítica do filme: 'Em 97 era Assim'

Nostalgia com sotaque ‘gauchês’.   Uma coisa muito importante quando pensamos em cinema é a coragem/verdade que alguns cineastas impõem em suas obras, nunca tentando fugir do que suas tramas realmente propõem. Em 97 era Assim , é um pequeno filme vindo da região sul do nosso país que propõe o exercício de voltarmos no tempo, na época de nossa adolescência, e, assim, passar 90 minutos navegando em memórias afetivas. O bom desse tipo de filme é que se não estiver interessante o que acontece na telona, ativa-se automaticamente as nossas próprias memórias de outros tempos. O público sai ganhando sempre. Na trama, acompanhamos um grupo de amigos que tem por volta de 15 anos e estão no ano de 1997, um período de descobertas na vida de cada um deles. Entre as diversas personalidades dos jovens, Renato, o mais tímido e romântico do grupo, o narrador de toda a história. Também somos apresentados aos seus amigos Moreira, Alemão e Pilha. Os quatro embarcarão em uma viagem rumo a perda...

Crítica do filme: 'Operação Red Sparrow'

O silêncio também é um espião. Baseado no livro Red Sparrow , de Jason Matthews , Operação Red Sparrow desembarcou no Brasil semanas atrás, trazendo mais uma vez para a luz uma trama de espionagem que envolve EUA e a União Soviética. Além de ter muito de mais do mesmo, o longa-metragem acaba caindo nas armadilhas dos velhos clichês, mesclando sensualidade com uma trama pouco envolvente. No papel da protagonista, Jennifer Lawrence, um rosto conhecido mundialmente mas que possui muitos altos e baixos em sua carreira. Na trama, conhecemos a trágica vida de Dominika Egorova (Jennifer Lawrence), uma esforçada bailarina que no ápice da carreira sofre um grave acidente o que a impede de exercer sua profissão. Sem ter o que fazer, e com as contas vencendo, resolve aceitar o convite de seu tio Vanya Egorov (Matthias Schoenaerts), um homem misterioso e não bem visto pelo restante de sua família, para ingressar em uma espécie de escola para espiões. Após sofrer batsante no seu treinamento...

Crítica do filme: 'Sol da Meia Noite'

Algumas vezes, um clichê é a melhor forma de se explicar um ponto de vista. Ou não. Parecendo fragmentos de um clipe musical muito mais do que um filme, a história de amor Sol da Meia Noite , protagonizado por Bella Thorne e Patrick Schwarzenegger (sim, o filho do Arnold), aborda o surgimento do primeiro amor tardio e as impossibilidades por conta de variáveis incontroláveis do destino. Refilmagem do longa japonês Taiyô no Uta (2006), a produção norte americana parece se perder do primeiro ao último minuto. Não há magia, não há carisma, não há originalidade. Um grande candidato para sessões da tarde dos próximos anos. Na trama, conhecemos a jovem Katie ( Bella Thorne ), uma adolescente que sempre viveu confinada em casa por causa de uma rara doença ligada a sensibilidade severa a luz do sol. Seu convívio diário era apenas com seu pai, o carinhoso Jack ( Rob Riggle ) e sua única amiga Morgan ( Quinn Shephard ). Até que um dia, quando está tocando violão e cantando uma de suas ...

Crítica do filme: 'As Boas Maneiras'

Olho grande, boca grande, mão grande. Uma das coisas que conquistam o público dentro de uma sala de cinema é quando na tela gigante a originalidade toma conta, produzindo uma corrente de emoções diferentes culminando em algo que beira ao inesquecível. Após o excelente Trabalhar Cansa , a dupla de cineastas Juliana Rojas e Marco Dutra retomam a parceria de sucesso, criando um enredo que vai se construindo aos poucos, como se lentamente subíssemos uma escada em direção ao surpreendente. Ana ( Marjorie Estiano ) e Clara ( Isabel Zuaa ), dois universos que se encontram. Ana, cheia de dívidas, devendo o condomínio, cartões de créditos sem limites, brigada com a família, vive uma gravidez solitária, com noites difíceis de dormir, adepta do sertanejo dance como forma de ginástica, encontra em Clara uma amiga, uma companheira, para ajudá-la na fase final de sua gestação. Clara é uma trabalhadora brasileira que consegue um emprego na casa de Ana e aos poucos acaba se envolvendo de manei...