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Crítica do filme: 'Kon Tiki'

Até onde vai a coragem e o sonho de homem? Os cineasta noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (Bandidas) chegam aos cinemas brasileiros contando uma história real sobre uma aventura inacreditável que o explorador  Thor Heyerdahl viveu na década de 40  à bordo de um barco frágil enfrentando os perigos do mar. Com imagens belíssimas e um roteiro atraente e voltado aos conflitos pessoais, a produção escandinava conseguiu a proeza de estar na lista final que concorreu ao Oscar deste ano (lista que não teve o sucesso popstar Os Intocáveis), merecidamente diga-se de passagem. Em Kon Tiki (filme que leva o nome do barco da missão) conhecemos mais de perto a história do lendário explorador de sociedades Thor Heyerdal que após muitas pesquisas, reunidas em um trabalho de quase uma década, resolve convencer seus patrocinadores a investirem em uma travessia de 4.300 milhas para dentro do oceano Pacífico navegando em uma jangada de madeira obsoleta, no ano de 1947, para provar su...

Crítica do filme: 'O Último Elvis'

Festas para uns, vida para outros. A subida lenta pela escada, logo no início do filme mostrava que muitos detalhes seriam mostrados durante os poucos mais de 90 minutos do ótimo drama argentino O Último Elvis . Dirigido pelo cineasta Armando Bo, o longa personifica o drama em torno de um pai de família que busca uma vida melhor, paralela ao sonho que sempre teve. A maneira comovente que é apresentada essa história aproxima o público na série de fatos que preenchem aos poucos a telona. Nesse drama existencial, acompanhamos a trajetória de Gutierrez, metalúrgico uniformizado durante o dia, Elvis Presley Cover com calça de boca de sino durante a noite. O protagonista personifica a figura de Elvis, não só nos palcos mas em todo o seu dia-a-dia. A dupla jornada do protagonista nunca é quebrada mesmo quando problemas com sua ex-mulher colocam em risco seus objetivos.O mundo dos covers é apresentado de maneira verdadeira e não se escondendo nada. As dificuldades dos artistas que vive...

Crítica do filme: 'A Caça'

O que começa em novembro e não termina nunca mais. Discussões em familiares, bebedeiras e caça entre amigos, o novo trabalho do aclamado diretor, criador do movimento Dogma 95, Thomas Vinterberg ( Submarino ) é um daqueles filmes inesquecíveis onde sentimos do lado de cá da telona toda a angústia e injustiça que ocorre nas sequências desse que até o momento é, disparado, o melhor filme do ano. Em A Caça , conhecemos um professor alto astral, de bem com a vida, que é muito querido por toda a comunidade em que vive. Certo dia, uma acusação de uma de suas alunas (filha de seu melhor amigo) deixa o professor exposto em um caso de pedofilia. Ao seu lado, somente sua nova namorada, seu filho e um dos seus inúmeros amigos. A agonia e aflição do protagonista é algo que chega de maneira intensa ao espectador. A dor, o medo, as incertezas são moldadas genialmente pelo intérprete do personagem. Mads Mikkelsen ( O Amante da Rainha ) tem uma atuação magnífica, impactante. Um dos melhores at...

Crítica do filme: 'Os Croods'

Não se esconda, viva! Siga o sol, chegue até o amanhã! A nova animação da Dreamworks, Os Croods , chega para conquistar o coração dos pequenos cinéfilos (e dos papais também) com muito humor, um ótimo roteiro e personagens cativantes. Dirigido pelos criadores de Space Chimps (Kirk De Micco) e Como Treinar Seu Dragão (Chris Sanders), a aventura com ar épico é a primeira animação da DreamWorks distribuída pela Fox.  Parece que será a primeira de muitas, o filme é uma delícia! Recheada de elementos que transformam a ida ao cinema em uma grande diversão para todas as idades! Vivendo em um mundo onde ter medo é igual à sobrevivência, conhecemos uma grande família, Os Croods. Morando em uma caverna, todo dia é uma aventura. Cheios de regras para não correrem riscos, conflitos familiares (desde a idade da pedra) ocorrem o tempo todo principalmente entre o pai e a filha mais velha, que possui um certo ar de liberdade. A força dessa família é a união para conseguir superar os obst...

Crítica do filme: 'Vai que Dá Certo'

Com uma abertura no melhor estilo Detona Ralph , o novo filme do cineasta Maurício Farias ( Verônica ) chega aos cinemas tentando convencer o público de que possui um diferencial em relação a outras comédias lançadas recentemente. Filmado em Campinas (SP), Vai que Dá Certo é a junção de sketches transformada em um longa metragem, onde, flatulências e piadas sem graça ganham espaço, tornando a história previsível e boba. Na trama somos apresentados a um grupo de amigos que estão passando por sérias dificuldades financeiras. Certo dia, após uma oportunidade bater a porta, resolvem bolar um plano para roubar um carro forte. Demonstrando total inexperiência e arranjando confusão a todo instante o grupo de amigos terá que achar uma solução para todos os problemas que se multiplicam a cada cena. Os personagens são completamente estereotipados. O que acaba ocasionando um exagero na maneira de passar essa peculiaridade ao público. É tudo muito exagerado onde uns personagens acabam...

Crítica do filme 'A Fuga'

Depois do ótimo longa Os Falsários , o cineasta austríaco Stefan Ruzowitzky chega aos cinemas brasileiros apostando no suspense A Fuga . Protagonizado por Eric Bana ( Hanna ) e Olivia Wilde ( As Palavras ), o filme é uma verdadeira confusão. Nada se encaixa, tudo se repete. É tanto clichê que o público começa a fazer analogias com outras produções, nada é original. Há muitos personagens para pouca história. Os problemas são inúmeros: atuações ruins, personagens mal escritos e uma trama que se perde entre as muitas histórias que são apresentadas em 95 minutos de projeção. Rodado no Canadá e estimado em U$$ 12 Milhões de Dólares, o suspense segue dois irmãos (Bana e Wilde) que sempre cuidaram um do outro em diversos golpes por diferentes cidades. Até que um dia, na sequência de um assalto mal sucedido a um cassino, os dois se separam e vão parar em uma cidade gelada. O irmão, indo pelo caminho mais complicado atravessa impiedosamente a todos que vê pelo caminho, já a irmã se apai...

Crítica do filme: 'Pieta'

Até aonde a falta de amor materno é importante para a formação do caráter de um homem? O vencedor do Leão de Ouro de melhor filme no Festival de Veneza 2012, Pieta é um filme bruto, nu, cu e nada delicado. Escrito e dirigido pelo cineasta sul-coreano Kim Ki-duk ( Casa Vazia ), o longa apresenta cenas muito fortes que deixarão alguns cinéfilos incomodados. É um filme difícil de digerir. Nessa complexa trama, os rostos dos personagens são expressivos. Uma agonia muito transparente fica estagnada em tela. A plateia sai do cinema raciocinando sobre todos os eventos que acompanhou durante os minutos, tensos, de projeção. Na história, conhecemos Mi-Son um cobrador de dívidas que é conhecido como um decepador de membros dos que não cumprem seus acordos. Assim entramos pelas histórias desses trabalhadores coadjuvantes, sempre pelos olhos depressivos do protagonista, um homem frio, avesso à irresponsabilidade, insano, maldoso, cruel que adota muitas vezes humilhações (como, por exemplo...