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Mostrando postagens de fevereiro, 2015

Crítica do filme: 'Superpai'

Pô, sempre mais do mesmo! Em mais uma tentativa de moldar comé dias nacionais a partir de estruturas hollywoodianas de roteiro, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (26.02) a comedia Superpai . Repleto de piadinhas sem graças, o que causa mais choros de tristeza pelos blockbusters do cinema nacional do que qualquer outra coisa, Superpai possui ainda personagens mal desenvolvidos e principalmente um protagonista de dar pena. Já podemos considerer esse, como um dos piores filmes que vão chegar ao nosso circuito nesse ano. Na trama, conhecemos o complicado Diogo (Danton Mello), um homem de meia idade desempregado, e metido a jogador de pôquer, que vive um momento familiar muito ruim pois todo dia briga com sua mulher e ainda por cima não consegue criar um forte vínculo paterno com seu único filho. Certo dia, na noite de uma festa de veteranos de sua ex-escola, resolve deixar seu filho em uma creche e acaba se metendo em grandes confusões. Com direito a vômitos a la...

Crítica do filme: 'Kingsman – Serviço Secreto'

Jack Bauer? James Bond? Jason Bourne? Depois dos ótimos filmes Kick-Ass e X-Men: First Class, o cineasta britânico Matthew Vaughn volta as telonas com um filme recheado de grandes e competentes astros que se reúnem para mais uma vez provar que existem blockbusters de qualidade. A mentirada rola solta como nos filmes mais impossíveis já produzidos: homens sendo cortados ao meio, egocêntricos vilões, enormes explosões mas tudo isso feito com um grande charme que conquista o público rapidamente. Na trama, conhecemos a história de Harry Hart (Colin Firth) um homem elegante que faz parte da organização de espionagem secreta denominada Kingsman. Anos atrás, durante uma rotina de treinamentos, um de seus homens morre salvando sua vida. Anos se passam e o filho desse homem que falecera é escolhido por Harry para adentrar ao Kingsman, só que para isso precisará completar um treinamento insamente difícil ao lado de outros concorrentes. Em paralelo a isso, Harry e toda Kingsman começam a inve...

Crítica do filme: 'Two Night Stand'

Como controlar os impulsos da pós-adolescência? Dirigido pelo norte-americano, estreante em longas-metragens, Max Nichols e com um roteiro assinado por Mark Hammer , Two Night Stand é uma comédia adolescente com uma pegada independente. Os atores Miles Teller (do espetacular Whiplash ) e Analeigh Tipton possuem uma bela harmonia em cena o que releva os inúmeros clichês e a falta de profundidade em alguns diálogos.  Na trama, conhecemos Megan ( Analeigh Tipton ), uma ex-estudante de medicina que terminara com o noivo recentemente e não consegue se desgrudar da solidão. Certo dia, resolve se cadastrar em um dos inúmeros portais de relacionamentos que existem na internet. Assim, conhece Alec ( Miles Teller ) um jovem que adora uma piada e que irá passar 48 horas ao lado de Megan. No começo, eles não se entendem mas aos poucos vão começando a descobrir a história de cada um deles. Chama a atenção a naturalidade e improviso da dupla de protagonistas ao longo de toda a fita...

Crítica do filme: '50 Tons de Cinza'

Amor e desejo são coisas diferentes. Nem tudo o que se ama se deseja e nem tudo o que se deseja se ama. Baseado no best-seller mundialmente famoso de E.L. James, chegou aos cinemas brasileiros na última semana o aguardado longa-metragem 50 Tons de Cinza . Para comandar esse trabalho, foi chamada a cineasta britânica Sam Taylor-Johnson (que havia feito ótimo trabalho no excelente filme O Garoto de Liverpool ) e os quase desconhecidos atores Dakota Johnson e Jamie Dornan para protagonizar o casal chave da trama. Ao longo dos sonolentos 125 minutos de fita, vemos uma direção totalmente perdida na hora de captar as emoções/objetivos dos personagens, o casal de protagonistas parecendo robôs de transformers (tamanha falta de carisma e emoção) e um roteiro (adaptado) de Kelly Marcel que esconde, ou praticamente some, com qualquer vestígio dos personagens contidos nos livros. 50 Tons de Cinza é o mais novo Titanic (o navio) do cinema. Na trama, conhecemos a bela e tímida Anastasia Steel...

Crítica do filme: 'Corações Livres'

No ano de 2002, a brilhante cineasta dinamarquesa Susanne Bier, brindou os cinéfilos de todo o planeta com mais um filme que defende as tradições do movimento revolucionário cinematográfico dinamarquês, denominado Dogma 95. Estamos falando do emocionante filme Corações Livres . Relançado no circuito carioca nas últimas semanas, o filme protagonizado pelo sempre espetacular Mads Mikkelsen causa um forte sentimento em nossos corações, é o tipo de projeto que volta e meia estaremos pensando sobre. Há uma humanidade profunda em cada situação complexa que acontece nessa grande história. Na trama, conhecemos um casal de namorados apaixonados, Cæcilie e Joachim, que vivem tranquilamente em uma grande cidade na Dinamarca. Certo dia, após um grave acidente, Joachim perde os movimentos da cintura para baixo e isso causa uma série de transtornos para Cæcilie que não consegue se adaptar a essa nova situação. Joachim, fora atropelado por Marie (Paprika Steen) que é casada com o médico Niels ...

Crítica do filme: 'The Grand Seduction'

E vem diretamente do Canadá um dos filmes mais divertidos do ano. The Grand Seduction , novo trabalho do desconhecido diretor Don McKellar, é uma aula de cinema em muitos aspectos. Primeiro, conseguiu reunir um elenco maravilhoso (de conhecidos e desconhecidos artistas), segundo porque possui um roteiro brilhante que transforma o filme em diversão para todas as idades e terceiro porque no final da história você quer conhecer pessoalmente aquela comunidade que tanto emociona nossos corações. Na trama, conhecemos Murray French (interpretado pelo sempre fantástico Brendan Gleeson), um senhor de idade quase avançada que vive em uma vila de pescadores isolada dos grandes centros. Totalmente ilhados, os moradores passam por grandes dificuldades financeiras. Para tentar mudar esse quadro,  Murray precisa achar um médico fixo para a comunidade para que uma grande empresa se hospede no lugar e modifique a vida de todos os moradores. O felizardo é o Dr. Lewis (Taylor Kitsch) que será ...

Crítica do filme: 'Amor à Primeira Briga'

Após dirigir um curta-metragem chamado Paris Shanghai, 4 anos atrás, o diretor Thomas Cailley embarca numa história sobre a juventude na França, em seu primeiro longa-metragem que chega ao Brasil no próximo mês Amor à Primeira Briga . Os protagonistas da história, possuem um entrosamento perfeito para nos guiar em uma jornada peculiar em busca de um sentido para a vida. Você, de alguma forma, se sente conectado a história e torce pelos personagens a todo instante. Na trama, conhecemos Arnaud Labrède (Kévin Azaïs), um jovem carpinteiro que após o falecimento do pai precisa ajudar nos negócios da família ao lado de sua mãe e seu irmão mais velho. Certo dia, em um Stand militar na região praieira onde vive, conhece a bela Madeleine Beaulieu (Adèle Haenel), uma jovem pouco sociável que possui atitudes  grosseiras com todos a sua volta. Por força do destino, Arnaud é contratado para um trabalho na casa de Madeleine e assim nasce uma amizade onde ambos irão aprender o real sentid...

Crítica do filme: 'O Predestinado'

Dirigido pelos cineastas e irmãos alemães Michael e Peter Spierig, O Predestinado é algo como o primo mais velho do espetacular A Origem (de Nolan) e tio de terceiro grau de todos os bons filmes sobre viagem no tempo que já foram produzidos até hoje. A criatividade e inteligência dos irmãos na direção desse filme é algo fabuloso, raramente um filme prende sua atenção todos os segundos de projeção. Nolan aplaudiria de pé.  Ethan Hawke dá um verdadeiro show na pele do protagonista, um dos melhores e mais enigmáticos papéis de sua vasta carreira. Na trama, conhecemos uma agente de viagens no tempo (Hawke) que precisa impedir que um criminoso extremamente perigoso cometa os atos que executou no passado. Para isso, passa por uma grande viagem no tempo para tentar mudar o rumo dessa história que é cheia de armadilhas e surpresas. Os quebra-cabeças contidos nessa trama são geniais, já no desfecho o público fica de boca aberta ao saber o destino dos personagens que aparecem na tram...

Crítica do filme: 'Insubordinados'

A criatividade é a maior rebelião na existência. Dirigido por Edu Felistoque e com um roteiro da atriz, e protagonista desta história, Silvia Lourenço, um dos próximos filmes nacionais ao chegar ao circuito é o reflexivo Insubordinados . O que chama  a atenção logo de cara é a estética tão bonita que assistimos, cada cena tem identidade e cada elemento, do mais simples ao mais complexo, possuem um sentido na mensagem que a história passa. Os personagens vão se tornando envolventes aos poucos e vai crescendo, ao longo dos 82 minutos de fita, um desejo do público em saber qual será o desfecho de cada um deles. Na trama, conhecemos Janete (Silvia Lourenço) uma mulher solitária que está passando por mais um momento difícil em sua vida, já que seu pai, um coronel aposentado da polícia militar, está em coma. Todo dia ela vai ao hospital visitá-lo, parece nunca sair de lá. Em meio a espera de alguma mudança no quadro em que seu pai se encontra, Janete deixa a imaginação tomar conta...

10 Filmes para você assistir e fugir do carnaval 2015

Brasil, terra do futebol, das lindas mulheres, da corrupção, dos governos festeiros, e, óbvio, a terra do carnaval. Uma data festiva, que todos comemoram, vista por muitos como importante para o turismo em nosso país. Agitos dos trios elétricos mais barulhentos do planeta, bundas rebolando, curtição, bebedeira, pegação, Ivete, Claudia, calor e uma ressaca terrível no dia seguinte. Legal! #sqn. Para quem foge de momentos como esse, vista o seu abadá cinéfilo, vá ao cinema, alugue um montão de filmes, entre no ar condicionado e faça a sua folia!  Abaixo, 10 filmes para você curtir o carnaval se deliciando como todo e bom cinéfilo: 10. Selma: Uma Luta Pela Igualdade Ser profundamente amado por alguém nos dá força, amar alguém profundamente nos dá coragem. Dirigido pela cineasta norte-americana Ava DuVernay, um dos filmes concorrentes ao Oscar de Melhor Filme esse ano no Oscar, chega as nossas telonas, estamos falando do ótimo Selma: Uma Luta Pela Igualdade. T...

Crítica do filme: 'Laggies'

Até na pessoa mais confusa emocionalmente, o amor é um despertar. Para falar sobre a crise de imaturidade de uma mulher na casa dos 30 anos, a cineasta Lynn Shelton volta as telonas com seu novo trabalho Laggies . Com um roteiro assinado pela estreante Andrea Seigel, o filme, bem água com açúcar por sinal, navega entre diálogos inteligentes e bobíssimos clichês que às vezes nem mesmo o carisma que exalam alguns personagens conseguem superar. A protagonista Keira Knightley faz de tudo para criar uma identidade de sua personagem mas acaba naufragando nessa tentativa, a boa atuação mesmo vem do craque Sam Rockwell que faz o filme despertar quando aparece na trama. Na história, conhecemos Megan (Keira Knightley), uma mulher de meia idade que parece não ter conseguido se estabelecer profissionalmente e vive uma rotina tediosa ao lado do noivo, que conhecera ainda no colégio. Quando alguns estopins, como a traição do pai, despertam Megan para vida, ela resolve passar uma semana longe ...

Crítica do filme: 'Selma: Uma Luta Pela Igualdade'

Ser profundamente amado por alguém nos dá força, amar alguém profundamente nos dá coragem. Dirigido pela cineasta norte-americana Ava DuVernay, um dos filmes concorrentes ao Oscar de Melhor Filme esse ano no Oscar, chega as nossas telonas, estamos falando do ótimo Selma: Uma Luta Pela Igualdade . Tendo como principal tema central em seu roteiro a  luta pelo direito a votação dos negros nas eleições norte-americanas, o filme de 128 minutos possui uma excelente direção, além de discursos fervorosos, empolgantes e uma atuação brilhante e inspirada do ator David Oyelowo que interpreta o protagonista Martin Luther King Jr. Na trama, voltamos a década de 60, onde o ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Martin Luther King Jr. (David Oyelowo), luta pelos direitos dos negros ao voto. O filme retrata toda sua trajetória nessa causa: seus conflitos familiares, por conta das ameaças que sofria, seus discursos emocionados e uma coragem e força que eram sua maior marca. Figuras políticas de um...

Crítica do filme: 'O Imperador'

Em seu primeiro projeto como diretor, Nick Powell não poderia ter começado com mais força e de pé esquerdo. O Imperador , é uma sucessão de erros. Diálogos deprimentes, cenas de ação feitas de forma desleixadas, nenhum tipo de entrosamento entre os atores em cena, planos bisonhos, atuações que beiram ao amadorismo. Nicolas Cage aparece bem pouco mas o suficiente para ajudar a derrubar o filme. Na trama, conhecemos Jacob (Hayden Christensen) e Gallain (Nicolas Cage), dois guerreiros, vinculados aos templários, que destroem tudo e a todos que encontram pelo caminho. Os anos se passam e avançamos até o norte do oriente, onde Jacob reaparece dessa vez viciado em ópio e precisa ajudar uma dupla de irmãos que lutam para manter a dinastia deixada pelo recém assassinado pai deles. Para ajudar o trio no longo caminho que precisam percorrer, Gallain também reaparece e todos reunidos combatem as forças do mal. Roteiro, direção, elenco, difícil saber qual desses itens é a pior parte des...

Crítica do filme: ' '71 '

Em seu primeiro longa-metragem na carreira, o diretor Yann Demange não podia ter começado de maneira mais certeira. Seu trabalho em ’71 , filme ganhador de uma menção honrosa no último Festival de Berlim, é elogiado por crítica e público, mostrando a realidade nua e crua por trás de uma guerra.  Estrelado pelo bom ator Jack O'Connell (que estrelou o último e terrível trabalho de Angelina Jolie como diretora, O Invencível ), ’71 promete deixar o publico impactado com essa história cheia de dor e sofrimento. Na trama, durante o início da década de 70, o soldado Gary Hook (Jack O'Connell), do exército britânico, é abandonado pelo pelotão que pertence em meio a uma zona de conflito. Totalmente perdido e sem saber como voltar para casa ou ao menos se proteger, percorre as tensas ruas de uma Belfast em plena guerra civil. Inúmeros personagens cruzam seu caminho, alguns tentando ajudar, outros querendo eliminá-lo. Uma eterna briga entre católicos e protestantes na Irlanda ...

Crítica do filme: 'Força Maior'

O inimigo é a imagem que temos do herói. O cineasta sueco Ruben Östlund resolve voltar as telonas de todo mundo para contar uma história tensa sobre medos, constrangimentos e uma relação deteriorada por uma ação inconsequente. Com uma trilha sonora moldada a partir de solos intensos de violinos, Força Maior é um daqueles filmes que causam um grande impacto em todos nós durante as duas horas de fita. O diretor, que também assina o roteiro, dá um show atrás das câmeras, a cena da avalanche, epicentro da trama, é simplesmente eletrizante. Na trama, conhecemos uma família sueca que vai para uma estação de esqui para passar um período de férias. Tudo ia bem até que um dia, almoçando em um restaurante ao ar livre, uma avalanche inesperada surge, dando um grande susto. Na hora em que estava se aproximando o fenômeno natural, o pai pega suas luvas e celular e sai correndo, deixando o restante da família para trás. Agora, a partir desse ato, terá que viver as consequências que impulsion...

Crítica do filme: 'Song One'

A letra da canção é o que pensamos entender, mas o que faz com que acreditemos, ou não, é a melodia, do dia a dia. Após uma série de curtas, a jovem cineasta Kate Barker-Froyland dirige e assina o roteiro de uma história protagonizada por uma das grandes revelações do cinema da última década, que fala sobre amor, música e a intensa vontade de buscar fazer o bem a alguém. Song One , ainda sem tradução para o português, tenta fugir dos clichês de forma admirável, principalmente com seu desfecho aberto que deixará o público imaginando mil e uma opções de final. Na trama, conhecemos a doutoranda em Antropologia, Franny (Anne Hathaway), uma jovem solitária que roda o mundo fazendo suas pesquisas. Certo dia, recebe um telefonema de sua mãe dizendo que seu único irmão sofrera um grave acidente e está em coma. Assim, pega o primeiro avião para casa e passar a tentar conhecer melhor a vida desse irmão que se tornara distante. Após andar de um lugar a outro que o irmão frequentava, o dest...

Crítica do filme: 'Pássaro Branco na Nevasca'

Os únicos limites das nossas realizações de amanhã são as nossas dúvidas e hesitações de hoje. Baseado na obra homônima de Laura Kasischke, Pássaro Branco na Nevasca é um drama com uma narrativa lenta que possui leves pitadas de suspense. O diretor Gregg Araki, que também assina o roteiro adaptado, tem méritos por reunir um bom elenco mas o roteiro deixa a desejar, tornando o filme em algumas partes bem maçante. Na trama, conhecemos um pouco melhor a história de Katrina (Shailene Woodley), uma jovem que vive no final dos anos 80 com os pais em um bairro de classe média no interior dos Estados Unidos. Kat tem inúmeras barreiras provocadas pela difícil relação com os pais. Quando sua mãe desaparece sua vida e a de todos ao seu redor, anos se passam e Kat ainda se vê envolvida por esse misterioso sumiço. É uma atuação forte e corajosa de Shailene Woodley. Muitas cenas envolvendo sexo são vistas, onde o diretor Gregg Araki faz um excelente trabalho nessas sequências, mostrando a sen...

Crítica do filme: 'Dois Dias, uma Noite'

E pensar que nesta noite na Terra, milhares de pessoas se sentem sozinhas, assim como eu. Estimado em cerca de 7 Milhões de Euros, o novo trabalho dos geniais cineastas belgas Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, é uma história angustiante de luta e constrangimentos em busca da manutenção de um emprego. Estrelado pela magnífica Marion Cotillard (o filme não seria o mesmo sem ela), Dois Dias, Uma Noite é uma fábula urbana que deve gerar todos os tipos de reações do público já que torcemos pela personagem principal a todo instante. Mais um trabalho impecável da nossa eterna Piaf. Na trama, somos apresentados a Sandra (Marion Cotillard), uma mulher com grave crise de depressão que tem uma única chance de convencer seus colegas de trabalho a abdicar um bônus de 1000 Euros para ela ser mantida no trabalho. Assim, percorrendo os seus dramas e a de todos os outros colegas de trabalho, parte em busca de uma redenção que pode não ser necessariamente a manutenção de seu emprego. Sandr...

Crítica do filme: 'Cake - Uma Razão para Viver'

Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim.  Falando sobre a dor da perda e uma incrível distância sobre a arte do despertar novamente à vida, o diretor Daniel Barnz (do maravilhoso Menina no País das Maravilhas ) consegue realizar um trabalho bastante competente, cheias de sentenças verdadeiras que acontecem em nosso mundo mas as vezes não enxergamos. Cake – Uma Razão para Viver , é uma jornada rumo às profundezas de um mar sem fim, sem melodramas, com muita verdade e que conta com uma baita atuação de Jennifer Aniston. Na trama, conhecemos a sofrida e mal humorada Claire (Jennifer Aniston), uma advogada de meia idade que passou por um enorme trauma em sua vida, não conseguindo se reerguer. Chata, ranzinza, vazia, vive pelos canteiros do mundo que criou, prefere se afogar nas tristezas e lembranças escondidas do que respirar a busca por uma nova felicidade.Certo dia, passa a ser atormentada pelo fantasma de uma mulher que conheceu em um grupo de ...

Crítica do filme: 'James Brown'

Produzido pelo astro do Rock, Mick Jagger, que tem sua famosa banda mencionada em um contexto deste trabalho, Get on up , ou na tradução James Brown , é uma quase emocionante homenagem a um ícone artista norte-americano mas um filme apenas mediano. O roteiro assinado por Jez Butterworth e John-Henry Butterworth tem diversas falhas principalmente quando começam a brincar com a linha temporal, mostrando flashbacks da ascensão do protagonista e deixando de lado uma construção mais profunda da personalidade forte que tinha um dos grandes reis dos palcos americanos das últimas décadas. De ponto positivo, a intensa interpretação/doação do bom ator Chadwick Boseman que dá vida ao protagonista. Como um todo, o filme termina deixando um gostinho de que poderia oferecer mais ao público. Na trama, acompanhamos a trajetória de vida do futuro músico de sucesso James Joseph Brown Jr, o James Brown, um dos únicos artistas do planeta a vender mais de 100 milhões de cópias em toda sua carreira. ...