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Mostrando postagens de julho, 2017

Crítica do filme: 'Que Dios nos Perdone'

A razão e a inconsequência. A inconsequência e a razão. Indicado em categorias importante no último prêmio Goya, Que Dios nos Perdone (sem previsão de estreia no Brasil) é instigante, investigativo e que detalha as feridas emocionais dos personagens captadas pelas lentes inteligentes de Rodrigo Sorogoyen, diretor do longa. Ao longo de um pouco mais de duas horas de projeção, somos envolvidos em um thriller alucinante com grandes atuações onde cada peça do quebra cabeça vai aparecendo aos poucos em meio aos conflitos morais e psicológicos dos investigadores de casos de assassinatos interligados.   Na trama, conhecemos os investigadores da divisão de homicídio da polícia espanhola Velarde (Antonio de La Torre) e Alfaro (Roberto Álamo), uma dupla totalmente diferente em relação a personalidade que precisam buscar a prisão de um serial killer de idosas em meio a chegada do papa bento XVI na Espanha. Lutando contra seus próprios demônios internos, por conta de suas personalidades...

Crítica do filme: 'O Estranho que Nós Amamos'

As tensões das emoções guardadas e suas erupções abruptas nas tomadas de decisão. Ganhadora do prêmio de melhor diretora no último Festival de Cannes por este trabalho, a cineasta norte americana Sofia Coppola (dos ótimos As Virgens Suicidas e Encontros e Desencontros ) volta para atrás das câmeras após o polêmico Bling Ring: A Gangue de Hollywood para mostrar ao público uma história de época, já filmada pelo grande Don Siegel na década de 70 (e estrelada por Clint Eastwood), que fala sobre a tentação em muitas escalas explorada por um profundo isolamento social em época de guerra. Na trama, ambientada durante a Guerra Civil Americana, durante uma caminhada próxima ao portão de onde mora, uma das moças de uma espécie de um internato feminino encontra um soldado da União chamado McBurney (Colin Farrell) que está ferido e à beira da morte. Querendo ajudar, a moça leva o soldado para o internato comandado por Miss Martha (Nicole Kidman) onde recebe todos os cuidados para sua brev...

Crítica do filme: 'Real - O Plano Por Trás da História'

Money, Money, Money , Money. Plano real, bastidores da política brasileira de governos confusos passados, ritmo alucinante, as verdades ou não. Real - O Plano Por Trás da História , filme bastante polêmico que estreou no circuito brasileiro de exibição faz poucas semanas, chegou recheado de pedras lançadas por muitos por conta do momento de turbulência política que se encontra nosso amado país nos dias atuais. Falando de cinema, o longa metragem dirigido pelo cineasta Rodrigo Bittencourt, opta por dar evidência a um dos maiores economistas que o Brasil já viu, mesmo esse não sendo figura totalmente central (era mais um integrante da equipe) nos fatos ocorridos na realidade. O roteiro possui inflexões ligadas ao ritmo alucinante imposto.  Como um repórter apressado em busca de soltar uma notícia antes de apurar, para não deixar dúvidas, com um grande pente fino no que houve, o filme deixa brechas não preenchidas e principalmente argumentos superficiais.   Na trama, conhe...

Crítica do filme: 'A Luta de Steve'

O amor nos faz viver, aprender e ter forças para os que nós amamos. Chegou aos cinemas brasileiros na última semana, um daqueles filmes emocionantes que contam a história de um pai, um herói, um atleta e um marido em forma de documentário. A Luta de Steve , Gleason no original, conta a história do ex-jogador de futebol americano da NFL Steve Gleason, um homem responsável por uma das jogadas mais marcantes da história desse jogo (que vem crescendo em audiência ano após ano no Brasil) e que ao se aposentar enfrenta um gigantesco drama por conta de uma doença ingrata. Ao longo de quase duas horas de filme, é impossível não se emocionar, e impossível não olhar para Steve e ver um exemplo do querer viver. Nesse belíssimo documentário, somos apresentados ao personagem título, Steve Gleason, que aos 34 anos de idade e já aposentado de sua profissional de atleta de futebol americano do querido time New Orleans Saints, é diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença neuro ...

Crítica do filme: 'Um Contratempo'

Se o mundo girasse ao redor de você? Como seria o mundo para as pessoas que o cercam? Explorando as ambições, instintos e os limites do bom senso do ser humano, Contratiempo foi lançado na plataforma netflix alguns meses atrás e aos poucos vem ganhando uma notoriedade importante. Dirigido pelo cineasta espanhol Oriol Paulo (do ótimo El Cuerpo ) o longa metragem é um daqueles suspenses arrepiantes que a cada ato entrega mais peças para o tabuleiro instalado em nossas mentes nos levando a uma jornada intensa de 106 minutos rumo as verdades dentre muitas mentiras. Na trama, acompanhamos Adrián Doria (Mario Casas), um jovem homem de negócios que está na crista da onda profissionalmente falando. Já em sua vida pessoal, há várias contradições. Acusado recentemente de matar sua amante Laura (Bárbara Lennie), em um episódio que ele jura que não é como todos estão pensando, ele tem a decisão dos rumos de sua vida quando chega para entrevistá-lo uma das grandes advogadas de defesa da Esp...

Crítica do filme: 'O Círculo'

A vida é minha e eu só abro pra quem eu quiser. Baseado no livro homônimo escrito Dave Eggers, O Círculo é, antes de mais nada, uma tentativa de crítica social e tecnológica aos limites do bom senso. Jogando no liquidificador big brother, facebook e pitadas de show de truman, o projeto sofre com um primeiro ato bastante morno, cheia de lacunas para serem preenchidas no decorrer da trama. Os personagens não são carismáticos, há uma grande corrida para o clímax o que acaba deixando brechas importantes, as famosas pontas soltas, no roteiro. Dirigido pelo cineasta norte americano James Ponsoldt (dó ótimo The Spectacular Now e do interessante Smashed: De Volta a Realidade ) tinha tudo para ser um grande filme, possui momentos interessantes, mas acaba parando nos clichês e fazendo o espectador acreditar que o livro possa ser melhor. Na trama, conhecemos Mae (Emma Watson), uma jovem que trabalha em um lugar onde não gosta e vive com seus pais em uma casa humilde em uma cidade norte...

Crítica do filme: 'Okja'

A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se. Escrito e dirigido pelo genial cineasta sul coreano Joon-ho Bong (dos espetaculares Expresso do Amanhã , Mother e The Host ), Okja é uma baita crítica à indústria dos alimentos além de uma metáfora poética sobre a amaizade. Com personagens fascinantes, principalmente o fofíssimo Okja, um super porcão carismático (se fosse da Disney já encontraríamos bonequinhos à venda pelas prateleiras) , um roteiro cirúrgico que escancara argumentos profundos sobre os limites de mega indústrias e o caótico arranjo da indústria alimentícia esse projeto é um dos filmes inesquecíveis desse ano de 2017. Na trama, conhecemos Mija (Seo-Hyun Ahn), uma jovem alegre e determinada que mora no alto de uma montanha na capital da Coreia do Sul. Mija foi praticamente criada junto com um super porco chamado Okja, esse, projeto de uma mega indústria liderada pela misteriosa Lucy Mirando (Tilda Swinton) que enviou no ano de 2007 vários po...

Crítica do filme: 'Despedida em Grande Estilo'

O que fazer quando você está já na terceira idade e vê seu mundo desabar quando descobre que o dinheiro de aposentadoria, merecido por toda uma vida trabalhando, não vai mais existir mês que vem? Dirigido pelo ótimo ator e cineasta Zach Braff (do inesquecível Hora de Voltar ) Despedida em Grande Estilo é uma deliciosa comédia, com roteiro impecável e um trio de grandes atores (Morgan Freeman, Alan Arkin e Michael Caine) como protagonistas. Estimado em cerca de 25 milhões de dólares (o cachê desse trio não deve ter sido nada barato) o longa coloca seu foco na saga cômica criminosa sobre homens trabalhadores injustiçados buscando seus direitos tirados. Resultando em 96 minutos de grande diversão para o público. Na trama, conhecemos os amigos e aposentados Willie (Morgan Freeman), Joe (Michael Caine) e Albert (Alan Arkin), três homens que estão em dificuldades financeiras e em situação de risco para o futuro, pois, suas aposentadorias irão ser cortadas por conta de uma manobra maca...

Crítica do filme: 'Transformers: O Último Cavaleiro'

Dirigido novamente pelo cineasta californiano (e grande destruidor de cenários) Michael Bay ( Armageddon, A Rocha ) Transformers: O Último Cavaleiro volta em partes no tempo para explicar melhor o início de uma das franquias mais famosas do mundo baseada na linha de brinquedos da marca Hasbro. Rodado em boa parte em Cuba ( Velozes e Furiosos 8 também foi rodado lá), o longa busca explicar origens da franquia e saga dos heróis robôs carros que acumulou mais de um bilhão e bilheteria mundo a fora nos quatro últimos filmes. Mark Wahlberg volta ao papel de Cade Yeager, um dos protetores dos bons transformers, dividindo o protagonismo com a bela atriz britânica Laura Haddock (a Meredith Quill   dos dois filmes até aqui lançados de Guardiões da Gálaxia ) que interpreta Vivian Wembley, uma professora de Oxford que é peça chave dessa nova história. O grande Anthony Hopkins faz uma boa participação com seu misterioso personagem. Na trama, voltamos ao universo Transformers, onde Cade...

Crítica do filme: 'Tour de France'

A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas. Exibido na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes ano passado, Tour de France usa a amizade para falar sobre preconceito e questões profundas entre pais e filhos. Quarto longa metragem do ator e diretor   Rachid Djaidani, o filme busca por meio de uma linguagem bastante jovem, com elementos musicais fortes, reproduzir uma história de afeto e esperança em uma França repleta de descriminação e preconceito. Selecionado para o Festival Varilux de Cinema Francês desse ano, Tour de France conta a história de Far'Hook (Sadek), um jovem músico introspectivo que arruma confusão com invejosos outros músicos e acaba tendo que buscar refúgio na casa do pintor Serge (Gérard Depardieu), pai de seu produtor. Assim inicia-se uma jornada em torno de uma amizade que vai nascendo e onde as diferenças vão sendo postas aos poucos de lado conforme vão cruzando parte da França em busca de uma reprodução de quadros de um famoso pintor....

Crítica do filme: 'Julho Agosto'

Família, família, papai, mamãe, titia. Escrito e dirigido pelo cineasta francês Diastème, Julho Agosto é um delicado retrato sobre a juventude e como é na realidade o relacionamento de pais e filhos. O longa metragem, com previsão de estreia no Brasil já na próxima semana (13), tem ótima direção o que nos coloca bem próximos dos personagens, suas angústias e resoluções das consequências são bem exploradas pelas lentes do diretor. Na trama, conhecemos as irmãs Laura (Luna Lou) de 14 anos e Joséphine (Alma Jodorowsky) de 18 anos, que precisam passar suas férias em dois tempos. A primeira parte com sua mãe Anne (Pascale Arbillot), que acaba de saber que está grávida, e, seu padrasto endividado, o editor Michel (Patrick Chesnais), em uma casa linda onde curtem sempre as férias. No segundo momento, as irmãs viajam de trem até a casa de seu pai Franck (Thierry Godard) que passa por um momento de solidão em uma região fria e está apaixonado pela garçonete de um dos restaurantes da reg...