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Crítica do filme: 'Gaga: Five Foot Two'

Conseguindo ler a cara de blefe. Stefani Joanne Angelina Germanotta. Só por esse nome você talvez não conheça ela. Uma das maiores cantoras atualmente do planeta, com inúmeros recordes em vendas de discos e apresentações aclamadas ao redor do mundo, Lady Gaga abre sua vida em um raio-x intimista, nu e cru sobre sua vida pessoal abrindo o jogo sobre sua rotina angustiante repleta de medos, dores e uma pressão gigante em um documentário que estreou na última sexta-feira no serviço de streaming Netflix. Gaga: Five Foot Two mostra por completo dramas pessoais e como pensa a mente da artista que é um ícone de sua geração.

Buscando fazer um recorte da vida de Gaga, que vai dos preparativos do lançamento de seu novo álbum Joanne (seu quinto da carreira) até o maior show de sua vida profissional no intervalo do último Super Bowl (final do Futebol Americano), o documentarista Chris Moukarbel faz uma viagem a vida pessoal de Stefani, seus dramas por conta de um recente término de romance, suas inúmeras dores (essas que a fizeram cancelar sua vinda ao Rock in Rio desse ano dias antes de sua apresentação), seu carinhoso relacionamento com os fãs, os dramas de pessoas que estão ao seu redor passando por problemas de saúde sério, e a roda gigante de emoções que passa pela história de seu novo disco (uma homenagem a sua tia que faleceu aos 19 anos).  Ao longo de pouco mais de 90 minutos de filme, entendemos melhor essa complexa artista.

A cantora, descendente de italianos e com gigante personalidade possui uma rotina impactante, intensa, estressante. Sempre rodeada de pessoas que trabalham pra ela, qualquer ato fora da curva gera um grande estresse, muito por conta de um perfeccionismo amplo, talvez oriundo de sua marcante personalidade. Como parte de uma de suas composições mais famosas Bad Romance: Eu quero sua repulsão, Eu quero sua doença, Eu quero seu tudo, Gaga entrega uma doação de 100% em tudo que faz e as pessoas perto dela precisam entregar a recíproca. Muito ligada a família, vemos seu pai em vários momentos mesmo não dando depoimento, está lá perto dela. Um porto seguro para lembrá-la que ela é apenas uma jovem de 31 anos mesmo com o mundo nas costas 24 horas por dia.


Com tanta verdade mostrada, em meio a vulnerabilidades pouco divulgadas, Gaga, não só para seus milhões de fãs, mas para todos que gostem de música e não sabem mais a fundo sua história, mostra um milhão de razões para não deixarmos de conhecê-la mais, um milhão de razões para nunca desistirmos de seus shows. 

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