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Crítica do filme: 'Por Lugares Incríveis'


Como fugir da depressão com a ajuda de um par perfeito? Conflitos adolescentes, traumas, amizade, amor e descobertas, Por Lugares Incríveis, novo drama lançado pela Netflix é um projeto com altas pitadas de drama profundo onde aos poucos vamos tentar decifrar os complexos protagonistas. Baseado na obra homônima de Jennifer Niven, com direção de Brett Haley o filme possui assuntos intensos mas perde ritmo em alguns momentos, fato que deve ser melhor explorado nas linhas do livro. Mas nada que atrapalhe o nosso refletir sobre as questões que aborda.


Na trama, logo de cara somos testemunhas do primeiro encontro inusitado entre os jovens Violet (Elle Fanning) e Theodore (Justice Smith), a primeira está a beira de se jogar de uma ponte por não conseguir se livrar de pensamentos de uma tragédia e o segundo passava pelo local durante suas diárias corridas. A partir desse ponto as duas almas se conectam, principalmente pelo esforço de Theodore em entender o porquê daquela situação que conheceu Violet. Aos poucos, a jovem vai se abrindo e nisso vai nascendo uma grande amizade que chega em seu clímax quando resolvem ser uma dupla para realizar um trabalho que consiste em visitar lugares incríveis de Indiana.


O caos emocional é um dos problemas de toda uma nova geração. Por Lugares Incríveis é um prato cheio para psicanalistas, psicólogos, psiquiatras e até mesmo sociólogos. O entender o ser humano é sempre uma ação extremamente complicada, ainda mais em jovens ainda em formação intelectual e emocional, o filme navega nessa corrente de maneira profunda a seu modo.  As lições chegam de todos os lados: há como viver em meio ao caos emocional e encontrar saídas para não deixar de ser feliz? Como lidar com os sentimentos do próximo? Como buscar ajuda para situações que não consegue entender? Há bastante reflexão, principalmente no ato final.

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