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Crítica do filme: 'Confissão de Assassinato'


As verdades que aparecem através da paciência. No seu segundo longa-metragem como diretor, no ano de 2012, o cineasta sul-coreano Byung-gil Jung (que depois realizaria o bom filme A Vilã, em 2017) reuniu tudo de excelente em técnicas cinematográficas dentro de um roteiro assinado por ele e a dupla Won-Chan Hong e Dong-kyu Kim, culminando em um filme de suspense, com uma genial reviravolta onde o espectador não consegue desgrudar os olhos durante as quase duas horas de projeção. Um projeto impactante que marca mais uma vez uma excelência do cinema sul-coreano de reconhecimento mundial.

Em Confissão de Assassinato, Nae-ga sal-in-beom-i-da no original, somos apresentados a um detetive chamado Choi (Jae-yeong Jeong em grande atuação) que há 17 anos atrás deixou escapar um serial killer, responsável pela morte de no mínimo 10 mulheres em uma grande cidade da Coreia do Sul. Sempre incomodado como a forma que ocorreu o desenrolar dessa história, certo dia, Choi é surpreendido por um homem chamado Lee Du-seok (Shi-hoo Park) que publica um livro chamado Confissão de Assassinato onde assume as responsabilidade dos crimes cometido 17 anos atrás. Virando uma celebridade instantânea e protegido pelas leis coreanas de crimes prescritos após esse período de distância entre as mortes e seu reaparecimento, Lee Du-seok confundirá a cabeça do detetive, ainda mais quando uma terceira pessoa entre na história alegando ser o verdadeiro assassino.

Não é à toa que o cinema sul-coreano detém mais de 60% da bilheteria em seu país faz mais de um década. Não perdem em nada a maioria dos filmes feitos ao redor do planeta. A qualidade é impressionante e parece que a cada nova geração de realizadores sul-coreanos a margem de satisfação dos cinéfilos só aumenta. Em Confissão de Assassinato, filme do início da década, nada é o que aparenta ser e esconder esses segredos do público é algo muito difícil mas que, nesse caso, é feito com bastante maestria. Além do esqueleto do roteiro e seus background bem definidos, há pitadas de crítica em relação a imprensa e ao entendimento da situação pelo público já oriundo dessa onda de massificação instantânea das ‘pseudocelebridades’.

Se você leitor, curte filmes empolgantes, surpreendentes e muito bem filmados, você não pode perder esse excelente projeto que, a não ser que eu esteja enganado pois estou puxando de memória sem pesquisar, nunca chegou ao circuito brasileiro de exibição. Um absurdo tamanho e pior que isso acontece com frequência, principalmente com os filmes orientais. Porque será? Falta de visão das distribuidoras? Falta de faro cinéfilo? Sim, entre outras questões.

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