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Crítica do fime: 'Vivarium'


As impossibilidades de viver em uma loucura e a insanidade de um argumento que não existe. Em seu segundo longa como diretor, o cineasta Lorcan Finnegan consegue reunir toda uma insana trama, jogar dentro de um processador críticas sociais, no que vale a intimidade de um casal, e, como cereja do bolo, uma série de cenas sem pé nem cabeça fazendo o espectador perder mais de uma hora e meia do seu precioso tempo. Tudo dá errado em Vivarium!

Na trama, conhecemos Gemma (Imogen Poots) e Tom (Jesse Eisenberg), um jovem casal que vive feliz seu dia a dia. Eles estão na fase de morarem juntos e assim decidem irem procurar alguma imobiliária que os atraia. Passando após o trabalho em uma específica, entram e logo são envolvidos pelo agente imobiliário para visitarem naquele mesmo dia a residência. Chegando lá, a surpresa! Um imenso condomínio com todas as casas iguais e onde nada é o que parece, principalmente na hora de tentar ir embora.

Depois de estrear no Festival de Cannes ano passado, e um dos filmes transferidos da janela cinema para o streaming por conta da pandemia desse ano, Vivarium é o tipo de filme que ou você ama ou você odeia. É uma trama muito complicada de explicar sem causar spoilers mas podemos afirmar que a excentricidade rola solta e o espectador fica a todo tempo tentando buscar referências/argumentos para o que capta na tela. Tentando ir a fundo na questão existencial de um casal, o filme passa por metáforas recriadas do absurdo e seus desenrolares.

Olha, tá pra existir um filme mais louco do que esse nesse século. As peças não se encaixam, a direção é fraca, tudo é muito artificial. Nada faz sentido quando você abre a ótica fora relacionamento entre o casal e os atritos dentro do imaginário mundo criado. Você se sente jogando The Sims com extensão em filmes de terror a todo tempo. Uma perda de tempo.

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