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Crítica do filme: 'Caçada Mortal'


Para determinados assuntos, somente alguns conseguem ter êxito. Baseado na obra do escritor nova iorquino Lawrence Block, A Walk Among the Tombstones, Caçada Mortal, lançado no já distante ano de 2014 é um drama com pegada forte policial que une o submundo da lei e das ilegalidades em prol de uma vingança após um brutal assassinato. No papel principal, o astro Liam Neeson entrega mais uma vez um competente personagem, intrigante e com camadas profundas de problemas emocionais. Destaque para a boa direção de Scott Frank (um dos roteiristas de Logan e Marley e Eu).

Na trama, ambientada em uma nova Iorque nos anos 90, conhecemos o solitário ex-policial e agora um detetive sem licenças chamado Matt Scudder (Liam Neeson) que passa seus dias lutando contra terríveis traumas de seu passado como homem da lei. Certo dia, é procurado por um viciado dizendo que seu irmão, um traficante de alto escalão da região, precisa da ajuda dele pois sua esposa foi brutalmente assassinada. Assim, Scudder acaba entrando em uma guerra entre lunáticos serial killers e o submundo da ilegalidade do mundo das drogas.

Um dos pontos a se analisar que consegue ser bastante interessante é que fica bem definido que não há heróis ou mocinhos nesse filme, há uma luta entre a margem da lei e serial killers. Completamente destroçado pelo trauma de ter ferido uma inocente anos atrás, o protagonista embarca em uma jornada onde o medo acaba não existindo tendo apenas forças na sua maneira de pensar o que é o correto, e também, por conta da entrada em seu cotidiano de um jovem sem teto que precisa de uma referência.

O tom sombrio e as cenas de ação são muito bem construídas, mesmo o roteiro beirando ao confuso em algumas partes dos arcos, os personagens e seus mistérios levam bem essa jornada rumo a vingança.  

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