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Crítica do filme: 'A Ilha da Fantasia'


Pra ser ruim ainda falta muita coisa. Baseado em um seriado conhecido dos anos 80, A Ilha da Fantasia versão cinematográfica possui um roteiro cheio de falhas, clichês irritantes, uma direção muito infeliz e atores pouco inspirados. Resumo disso? Quase duas horas sonolentas para qualquer cinéfilo que tenha forças para ir até o final desse que podemos afirmar com grandes certezas ser um dos piores filmes desse inusitado ano na indústria cinematográfica. Nada funciona em arcos repletos de problemas. Parece uma compilação de vários filmes ruins da década de 90.

Na curiosa trama dirigida por Jeff Wadlow (Kick-Ass 2), conhecemos um grupo de pessoas que não se conhecem mas ganham uma grande surpresa ao chegarem a uma ilha paradisíaca administrada por Mr. Roarke (Michael Peña), um excêntrico homem que esconde grandes segredos. Após se adaptarem rapidamente à ilha, é dado a chance para cada um dos novos hóspedes de escolher um desejo que assim a ilha o realizará para os mesmos. Isso realmente acontece, só que não da forma/consequência que os hóspedes esperavam.

As subtramas que dividem o roteiro se interceptam em um alucinante mundo do faz de conta sem julgamentos. A questão que seria interessante, o conflito entre o desejo e o racional do impossível é jogado para o canto enquanto o roteiro busca por quase todos os clichês usados em Hollywood para transformar o filme em uma receita de bolo. Parece ser mais uma homenagem ao clássico seriado do que necessariamente um filme interessante. As atuações são terríveis, falta carisma em muitos momentos, não há um personagem que domine alguma sequência em algum instante. Resumindo, cotadíssimo para o próximo framboesa de ouro.

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