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Mostrando postagens de setembro, 2020

Crítica do filme: 'Boa Noite'

Tudo que é feito sem emoção, não funciona. Mais de 8.000 ‘boa noite’ durante quase todos os dias para milhões e milhões de pessoas. 27 anos apresentando o Jornal Nacional (Entrou para o Guiness Book essa marca inclusive). Uma voz marcante e inconfundível. Exibido no excelente festival (um dos melhores do Brasil) É Tudo Verdade, de 2020, Boa Noite (título melhor não tinha né?), dirigido pela cineasta Clarice Saliby , não deixa de ser, antes de tudo, uma grande homenagem a esse comunicador tão importante de nosso país, Cid Moreira . Narrando a própria trajetória nesse projeto, Cid é um daqueles personagens brasileiros fantásticos. Ao longo dos menos de 80 minutos de projeção e em busca de uma ‘desconstrução mitológica’, o documentário apenas consegue navegar por imagens históricas, que reflete e acompanha os rumos do Brasil ao longo das últimas décadas. O homenageado foi um dos responsáveis em transmitir ao público dezenas de fatos marcantes, como: A morte de John Lennon , o desastr...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #110 - Alan Cecato

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema. Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de São Paulo. Formado em artes cênicas, Alan Cecato trabalhou com teatro desde os 16 anos em várias áreas da profissão. Cenografia, figurinos, direção e interpretação. Sua paixão são as artes e dentro delas o cinema ocupa um espaço mais do que especial. É o criador do instagram @umfilmeumafrase .   1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida e...

Crítica do filme: 'Take Me Somewhere Nice'

Quando a interpretação de um filme não consegue sair da cabeça de seu criador. Qual a entrelinha de uma laranja no topo de uma pilha de garrafinhas de água mineral? Escrito e dirigido pela estreante em longas-metragens, a cineasta bósnia Ena Sendijarević de apenas 33 anos, Take me Somewhere Nice , produção Holandesa/bósnia, Busca apresentar seus detalhes e sentidos em um ritmo deveras lento, pouco explicativo, que busca provocar pelas ações e inconsequências dos personagens algum rumo para esse sonolento roteiro. Um fato curioso: há uma busca constante por enquadramentos bastante peculiares. Na trama, conhecemos uma jovem holandesa chamada Alma ( Sara Luna Zoric ), que se despede da mãe e viaja da Holanda para a Bósnia para encontrar seu pai que se encontra em um hospital. Chegando no novo país, é recebida pelo carrancudo primo Emir ( Ernad Prnjavorac ) e acaba conhecendo o melhor amigo dele, Denis ( Lazar Dragojevic ). Cheia de reviravoltas e com rumos para lá de loucos, vamos acomp...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #109 - João Ricardo

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema. Nosso entrevistado de hoje é petropolitano; advogado; pai solteiro do Bernardo e da Manoela - razões da sua vida; amante do cinema e da literatura; que viaja menos do que gostaria;   vascaíno; velho; gente fina, elegante e sincero. É o criador do instagram Filmelista  (https://www.instagram.com/filmelista/).   1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programa...

Crítica do filme: 'De Volta à Itália'

Querer ser como o pai é também uma maneira de tentar se comunicar com ele. Paisagens lindas, Idílio romântico italiano, uma passagem linda com uma sessão de cinema a céu aberto no meio de uma praça linda, poucos personagens, um forte dilema e uma tentativa de acerto de contas entre pai e filho. Podemos detalhar muitas coisas de Made In Italy , Infelizmente, já no primeiro arco percebemos como os clichês tomarão conta do filme. A emoção da arte as vezes não consegue ser totalmente transmitida mas alguns conseguem interpretá-la. Na dupla de protagonistas temos Liam Neeson que estrela ao lado de seu filho na vida real Micheál Richardson . Debutando em longas-metragens, o agora cineasta mas também ator James D’Arcy assina a direção e também o roteiro do projeto. Na trama, conhecemos Jack ( Micheál Richardson ), um jovem administrador de uma galeria de arte que vê sua vida mudar quando o local onde trabalha, que pertence à família da quase ex-esposa, vai ser vendido. Tentando ser um pr...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #108 - Josivânia Santos

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema. Nossa entrevistada de hoje é cinéfila, pernambucana (de Limoeiro), estudante e autora de contos de terror. Josivânia Santos mostrou interesse pelo cinema desde muito cedo e uma grande influência foram seus tios. Adora tudo relacionado aos anos 80, acredita que foi uma época mágica. Assistindo a muitos filmes e séries, veio a vontade de escrever. Criou o @pipocaemusicaa (endereço do instagram) para p...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #107 - Marden Machado

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema. Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de Curitiba. Jornalista desde o início da década de 80, Marden Machado é comentarista de cinema do programa Light News , da Transamérica Light FM , bem como das rádios CBN Curitiba e CBN Londrina . É um dos curadores do Cine Passeio , em Curitiba, e é autor de quatro livros Cinemarden - Um Guia (Possível) de Filmes , lançados pela Editora Arte e Letra. Comenta...

Crítica do filme: 'The Day After i’m Gone'

O que fazer quando se deparar com a idade da ingratidão? Existe mesmo essa questão? As desgraças da distância na comunicação entre pais e filhos é o tema central do longa-metragem de Israel The Day After i’m Gone. Selecionado para o Festival de Berlim em 2019, usa com eficácia as pausas reflexivas do protagonista para dizer muito sobre relacionamentos. Direto e reto, o filme desde seu primeiro arco se torna uma batalha difícil de um pai em busca de entender melhor sua filha. É uma desconstrução (e depois construção) bastante comovente. Belo trabalho do cineasta israelense Nimrod Eldar (debutante em longas-metragens), que dirige e assina o roteiro desse filme. Na trama, conhecemos o cirurgião veterinário Yoram ( Menashe Noy ), um homem de meia idade, sério e comprometido com seu trabalho. Quando sua filha Roni ( Zohar Meidan ) tenta o suicídio, ele precisa buscar ajuda aonde pode para voltar a ter diálogos com ela. Tentando ouvir todos que giram ao seu redor, Yoram embarca em uma viag...

Crítica do filme: 'I See You'

A solidão e os sentimentos. Eu sempre digo que curtas e médias metragens precisam ser rápidos no gatilho quando pensamos em atenção em prender o espectador. O curta-metragem japonês I See You , dirigido pelo trio de cineastas Ryo Sato, Ayana Tashiro e Masafumi Uemur , que utiliza técnicas de animação, acaba caindo nesse problema. Demora pra ganhar ritmo, com cortes muito secos, como se não conseguisse deixar o espectador processar o raciocínio sobre o que viu. Outro fator que incomoda é que há um uso não tão bem feito do conceito das cores para abordar o imaginável dentro da trama. Um fato positivo, é uma curta sequência onde vemos uma referência ao clássico Poltergeist . Na trama, conhecemos uma faxineira que é enviada por um comprador até uma casa supostamente mal-assombrada para limpá-la já que a casa ficou um longo tempo sem ninguém morando nela. Mas logo nos primeiros dias, a protagonista percebe que há alguém de outro mundo por ali. Um pontapé que fica óbvio ao assistir o fil...

Crítica do filme: '1996'

Reviver os misteriosos OVNIS de varginha. Selecionado para o ótimo festival Rock Horror Film Festival de 2020, o média/curta-metragem brasileiro, 1996 , roteirizado e dirigido pelo cineasta mineiro Rodrigo Brandão é um filme que navega em um Found Footage bastante criativo para dar luz ao seu recorte aterrorizante sobre duas amigas que resolvem cortar caminho pela cidade de varginha e veem suas vidas tomarem rumos inesperados. Em 15 minutos, Brandão consegue prender a atenção do público dessa trajetória toda filmada, ótimo uso da linguagem. Na rápida história, acompanhamos Bia ( Léa Nogueira ) e Luisa ( Yuly Amaral ), duas inseparáveis amigas da faculdade que resolvem ir se divertir longe da cidade delas. A bordo de um Volkswagen antigo com placa de São Lorenço, Luisa resolve filmar a viagem toda com uma câmera que acabara de ganhar de presente. Quando Bia resolve pegar um desvio para fugir do trânsito, acaba indo parar na cidade de varginha onde o pneu do carro onde elas estão fur...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #106 - Vitor Stefano

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema. Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de São Paulo. Vitor Stefano é pai do Caetano e da Lorena. Eclético como os filmes de Kubrick , dramático como Almodóvar e confuso como Lynch . Um grande apaixonado por cinema criador do blog (https://sessoesdecinema.blogspot.com/) e Instagram Sessões de Cinema ( https://www.instagram.com/sessoesdecinema/ ). Busca em seus textos e pensamentos cinéfilos uma an...

Crítica do filme: 'Seremos Ouvidas'

O cinema tem esse poder de fazer por exemplo a comunidade surda se sentir orgulhosa e representada com uma obra que rompe fronteiras das mais diversas que podemos imaginar. Segundo filme da cineasta Larissa Nepomuceno , Seremos Ouvidas mostra um pequeno recorte do movimento feminista surdo. Informativo e interessante para todos os públicos, o estudo da diretora foi amplo e bastante certeiro, assistiu muito filmes sobre surdez ou pessoas surdas e não perde o quadro, com as mãos e os troncos sempre visíveis para as pessoas surdas quando assistirem poderem entender o filme por completo. Ao longo do filme, de 15 minutos, conhecemos três corajosas mulheres surdas. Conhecemos Gabriela, 28 anos, feminista, negra, mãe de dois filhos, trabalha com palestra sobre violências contra a mulher. Após estar sofrendo e amparada pela família, resolveu pesquisar sobre o machismo através de sessões de terapia e passou a entender melhor o tema e resolveu ajudar a outras mulheres que vivem ou viveram o me...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #105 - Nane Lessa

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema. Nossa convidada de hoje é cinéfila, do Rio de Janeiro. Leidiane Lessa , mais conhecida como Nane Lessa , é psicóloga e arte educadora. A arte sempre teve papel fundamental e afetivo na sua história. Possui vários momentos da infância marcados pelos filmes que assistia com sua mãe. Há algum tempo, assiste pelo menos 200 filmes por ano. Como seus amigos sempre a procuravam em busca de indicações, daí v...

Crítica do filme: 'Travessia'

O olhar para o passado através das imagens que falam muito pelas entrelinhas. Uma das coisas mais legais nos diversos festivais de cinema online que nasceram a partir da fase reclusa de nós seres humanos (sem salas de cinema principalmente) na batalha diária contra a covid-19 é a possibilidade de chegar ao público diversos longas, curtas, médias-metragens que, entre outros fatores, por conta da dinâmica acelerada de nossas vidas, acabam não tendo a chance de exibição nas tantas janelas que existem. Em Travessia , curta-metragem, com cerca de cinco minutos de projeção, a diretora baiana Safira Moreira consegue um dinamismo e conteúdo louvável para mostrar as entrelinhas nas fotografias que garimpa de mulheres negras nas feiras de antiguidades espalhadas pelo Brasil. Um filme simples, rápido mas que nos faz refletir bastante. Uma foto conseguida na feira da Glória no RJ, comprada por um real, se torna o pontapé inicial dessa jornada que não deixa de ser um retrato comovente e verdadei...

Crítica do filme: 'An American Pickle'

A comédia como forma de análise superficial sobre as dinâmicas mundanas. Não é de hoje que Seth Rogen procura trabalhos onde a comédia camufla críticas sociais que não são profundas mas que deixam lacunas interessantes quando enxergamos as analogias e ou entrelinhas daquilo que quer ser dito. Em An American Pickle , produzido por Seth e o tendo como protagonista, encontramos vários tipos de situações lógicas em relação a interpessoalidade, mídias sociais e trabalho na ótica inusitada de um homem que parou no tempo e retornou cem anos depois. Debutando em longas-metragens, Brandon Trost assina a direção. Na trama, baseada numa história de Simon Rich (que assina o roteiro do filme) conhecemos Herschel Greenbaum ( Seth Rogen ) um imigrante que vai para os Estados Unidos em busca de oportunidades e acaba indo trabalhar em uma fábrica de picles até se envolver em um acidente que o deixa preso em um reservatório de picles durante cem anos. Quando acorda, de maneira bastante inusitada, a...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #104 - Rodrigo Abreu Teixeira

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema. Nosso entrevistado de hoje é um grande cinéfilo, carioca. Um dos melhores produtores da atualidade de todo o mundo. Rodrigo Abreu Teixeira em 2006 lançou a RT FEATURES e o primeiro filme lançado? O ótimo O Cheiro do Ralo , adaptação dirigida por Heitor Dhalia baseado no romance de Lourenço Mutarelli . Um outro exemplo de um de seus ótimos projetos, produziu em 2017 o filme aclamado pela crítica Me ...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #103 - Miguel Vasconcellos

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema. Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo e formado em cinema e jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Miguel Vasconcellos foi assistente de som em diversos curtas-metragens da universidade, como Laura e Luís e O Metro Quadrado . Foi editor e redator do site Cinebook , especializado em livros de cinema.   Produziu e fez curadoria em diversos projetos da Secretaria de Educação de Nit...