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Crítica do filme: 'I See You'




A solidão e os sentimentos. Eu sempre digo que curtas e médias metragens precisam ser rápidos no gatilho quando pensamos em atenção em prender o espectador. O curta-metragem japonês I See You, dirigido pelo trio de cineastas Ryo Sato, Ayana Tashiro e Masafumi Uemur, que utiliza técnicas de animação, acaba caindo nesse problema. Demora pra ganhar ritmo, com cortes muito secos, como se não conseguisse deixar o espectador processar o raciocínio sobre o que viu. Outro fator que incomoda é que há um uso não tão bem feito do conceito das cores para abordar o imaginável dentro da trama. Um fato positivo, é uma curta sequência onde vemos uma referência ao clássico Poltergeist.

Na trama, conhecemos uma faxineira que é enviada por um comprador até uma casa supostamente mal-assombrada para limpá-la já que a casa ficou um longo tempo sem ninguém morando nela. Mas logo nos primeiros dias, a protagonista percebe que há alguém de outro mundo por ali.


Um pontapé que fica óbvio ao assistir o filme é que a não é bem feita a construção da protagonista. Um oásis no meio do sonolento roteiro, onde há uma trilha sonora importante para a narrativa encontrada pelo trio de cineastas, é quando encontra a questão das memórias para entender o contexto, mas já é tarde demais, já perdeu a atenção de muitos espectadores. Fora que de assombração é mesmo somente a falta de criatividade, já que o projeto é muito mais um drama do que terror/suspense.

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