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Crítica do filme: 'Os Salafrários'


Impressionismo? Expressionismo? Cubismo? Surrealismo? Não! Vence o ‘Clicherismo’. Mais novo longa-metragem nacional a badalar a cabeça do ranking do streaming mais acessado do Brasil, a Netflix, Os Salafrários, dirigido por Pedro Antônio possui minutos iniciais aterrorizantes: um festival de clichês, trama corrida, uma maquete de estereótipo tosco de comédia pastelão... Um dos graves problemas do roteiro é não encontrar seu clímax, parece uma sequência de esquetes desorientadas e pessimamente organizadas. Mas é aquilo que sempre buscamos deixar bem nítido nos textos por aqui: veja o filme e tire suas próprias conclusões, você pode gostar e não concordar com essa humilde análise.


Na trama, conhecemos Clóvis (Marcus Majella) um homem que teve uma infância difícil passando por vários lares que já adulto resolveu viver de malandragem, mais precisamente um falsificador de obras de arte. Quando um de seus projetos criminosos dá errado, ele acaba encontrando com Lohane (Samantha Schmütz), sua meia irmã que levava uma vida honesta com seu trailer fazendo hambúrgueres em Magé até ser passada pra trás por trambiqueiros. Agora, partindo rumo à região dos lagos no Rio de Janeiro os irmãos precisam se unir para buscar novos objetivos.


Há uma crítica bem na superfície pelo gosto do estrangeirismo caracterizado sob a ótica de uma das falcatruas dos personagens, a hipocrisia é que a própria narrativa se faz em cima de uma batida fórmula norte-americana de comédias escrachadas. De Arrarial do Cabo à Rua Oscar Freire vamos navegando com os personagens rumo ao desconhecido sendo que pelo caminho há um preenchimento de situações próprias para o riso fácil onde buscam o brilho das interpretações dos protagonistas.


Top 1 no ranking da Netflix no momento em que essas palavras estão sendo escritas, Os Salafrários anda na linha da comédia, da mesma fórmula de outros, nem flerta com o drama, sem pretensão de ser profundo (gerar reflexões...), se arrasta na superfície da mesmice.  

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