Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'O Caso Collini'


As verdades por trás dos porquês. Baseado em partes no livro homônimo do escritor e advogado alemão Ferdinand von Schirach, O Caso Collini mostra uma reviravolta em um caso de tribunal onde um homem fora assassinado à sangue frio. Buscando mapear as práticas do direito aos olhos de um jovem advogado em seu primeiro tribunal de júri refletimos a todo instante sobre as questões legais após os fatos serem atualizados constantemente com uma enxurrada de informações que remetem aos tempos da segunda guerra mundial. Dirigido pelo cineasta Marco Kreuzpaintner, O Caso Collini vira uma saga judiciária impactante onde precisamos analisar as questões dos porquês.


Na trama, conhecemos Caspar (Elyas M'Barek), um recém formado advogado que entra pela primeira em um tribunal de júri oferecendo defesa para um réu preso em flagrante por um assassinato à sangue frio de um empreendedor milionário. Conforme vai sabendo mais informações sobre o crime acaba percebendo estar defendendo o homem que matou uma pessoa muito importante para sua formação, ficando sempre no dilema do profissionalismo (razão) e as emoções que o ligam de alguma forma a figuras desse tribunal.


A história é quase mirabolante quando pensamos nas ligações do personagem principal com a família a vítima. O roteiro busca seu foco na árdua jornada de seu protagonista e por ele enxergamos os primeiros passos de um júri repleto de lacunas já pré respondidas mas que com as novas evidências acaba se tornando um midiático caso que envolve os horrores nazistas na segunda guerra. Como drama de tribunal, o filme cumpre seu papel, há uma gangorra jurídica forte, presente onde o indomável Casper precisa caminhar por assuntos complicados para buscar a explicação clara dos motivos de seu cliente, um homem introspectivo com enorme carga emocional no seu passado.  

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...