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Crítica do filme: 'American Rust'


O encontro das razões e emoções, do certo, do errado, das escolhas que fazemos. Mostrando o desenrolar de um assassinato aos olhos de uma autoridade local buscando redenção depois de um passado sombrio, American Rust busca definir suas peças nesse tabuleiro que tem um plano de fundo as problemáticas de uma cidade do interior e suas limitações quando pensamos na lei. Alguns arcos são profundos como a crítica social em forma de batalha entre empregado e empregador que busca seus direitos, outros bem rasos como a saga de um jovem que foge de casa mas explicações são deixadas apenas como migalhas pelo caminho. O grande destaque chega para a atuação de Jeff Daniels que impressiona mais uma vez. Que grande ator! Baseado no livro homônimo, o primeiro do escritor nova iorquino Philipp Meyer, o projeto tem ao todo nove episódios que estão disponíveis na Paramount+ .

Na trama, ambientada em uma das 13 colônias originais dos Estados Unidos, o Estado da Pensilvânia, mais precisamente em Buell, no condado de Fayette, conhecemos Del Harris (Jeff Daniels) um comissário de polícia, que atravessa uma fase de sua vida com muitas reflexões e com um foco no início de romance com Grace (Maura Tierney) uma esforçada mãe solteira que luta pelos direitos dela e de suas colegas de trabalho. Quando um assassinato acontece em uma área isolada da cidade, Del percebe que o filho de Grace, Billy (Alex Neustaedter) tem algo haver com a história e a partir daí embarca em uma jornada de investigação para tentar proteger o jovem mesmo sem saber ao certo qual a verdade do que o ocorreu.


Enxergar a história pela ótica do protagonista é algo básico e certeiro só que nesse projeto pode acabar distanciando de outras problemáticas subtramas. No centro das ações está o protagonista, Del, um homem muito amargurado por algum sofrimento em suas ações quando ainda morava no maior dos estados da região. Em idas e vindas no seu relacionamento complicado com Grace, que o parece manipular quase sempre, vai atrás de redenção através das descobertas que faz do assassinato. Esquecendo os limites da lei, o certo ou errado, o protagonista navega no descontrole e impulso em busca de respostas que agradem a todos.


Dentro de uma narrativa lenta, o roteiro busca seu caminho. Paralelo a tudo mencionado no parágrafo anterior, temos a própria Grace, uma mulher que sofreu na mãe do ex-marido e que hoje luta pelos seus direitos não só o de ser feliz mas também no seu trabalho querendo implementar a questão sindicalista e assim ter mais direitos. Temos também Lee (Julia Mayorga) uma jovem que volta para a cidade depois que o irmão Isaac (David Alvarez) foge de casa para cuidar do pai ranzinza Henry (Bill Camp), ela possui um amor das antigas por Billy e de alguma forma influencia muitas decisões nos desfecho dessa história. Outras subtramas são pouco aproveitadas e as explicações acabam se tornando preenchimento de lacunas pelo que entendemos entre ações e consequências, talvez com mais episódios esse seriado conseguiria um encaixe maior de suas peças.




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