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Crítica do filme: 'Nove Dias'


As filosofias do refletir sobre a existência. Filme de estreia do cineasta brasileiro radicado em Los Angeles, Edson Oda, Nove Dias é um longa-metragem com várias interpretações mas que se pensarmos mais basicamente mostra as aventuras da redescoberta existencial de um protagonista bastante curioso que nos apresenta um universo cheio de alternativas. Podemos definir como um criativo mergulho no universo espiritual que aborda questões sobre a vida a todos os instantes. Interessantíssimo trabalho de Oda.

Na trama, conhecemos Will (Winston Duke), um homem que vive em uma casa longe de tudo e todos que passa seus dias acompanhando por meio de algumas televisões a vida de algumas pessoas que vamos saber já estiveram perto dele. Até que uma dessas pessoas morre em um acidente, deixando uma vaga para uma nova vida na Terra. Assim, ao longo dos nove dias seguintes, almas não nascidas começam a bater em sua porta para uma espécie de um processo de seleção e por essa mesma seleção é onde chega Emma (Zazie Beetz), um alguém que o fará refletir sobre a própria vida. O filme teve estreia mundial no Festival de Cinema de Sundance e passou pela Mostra de SP em 2020.


Quem nunca pensou no antes de tudo? Como se deram os primeiros passos da escolha, se sim ou se não estar em um mundo, viver nessa terra...há predisposições? A jornada de Nove Dias busca nas suas criativas linhas de roteiro nos fazer refletir sobre a existência. Na figura d eum protagonista muitas vezes confuso que tem a árdua tarefa de enviar, ou até mesmo reenviar, almas que vagam em outra superfície de volta para Terra. Se partirmos do princípio que a figura do protagonista representa um Deus, seja ele qual for, os objetivos de seu método de escolha ficam confusos mas bem na linha do interpretativo. Na verdade há uma reviravolta bem sutil na história desse grande personagem, uma auto análise é embutida nas sequência que compõem os arcos do meio até o desfecho.


Recriações da dor, do andar de bicicleta, de como lidar nos conflitos, um vestibular para enfrentar algumas questões que com certeza cairão na prova da vida. Tudo é colocado como se fosse parte de um processo imaginativo mas que tem muito sentido se pensarmos sobre a questão social, da importância do diálogo e do dividir suas histórias com alguém. Nove Dias busca sua originalidade nas regras da vida nas perguntas que respondemos e fazemos quando entendemos nosso sentido para tudo que é nos apresentado ao longo de duas horas de projeção.

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