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Crítica do filme: 'Matilda: O Musical'


A vida é um milagre. Fruto da mente de Roald Dahl, um dos escritores britânicos mais aclamados do universo literário, Matilda é uma história bastante conhecida para os amantes de musicais tendo montagens emblemáticas na Broadway e em outros palcos. Nessa versão cinematográfica da história da carismática protagonista, dirigida pelo cineasta Matthew Warchus, acompanhamos Matilda, uma leitora assídua, uma contadora de histórias cheias de detalhes lutando para ser feliz tendo como trunfo sua imaginação e inteligência. O filme é uma fofura, com cenas muito divertidas, uma narrativa dinâmica que mistura a profundidade das emoções em conflitos com números musicais bem construídos. O filme está disponível no catálogo da Netflix.


Na trama, acompanhamos a história de uma jovem chamada Matilda (Alisha Weir) que vive em uma extravagante casa e sofre com pai e mãe que não demonstram carinho por ela. Quando há a oportunidade dela enfim frequentar a escola (já que tinha sua educação toda em casa até então), num primeiro momento aterrorizante, esse lugar se torna o mais novo desafio para a carismática protagonista. As novas amizades e o carinho da professora a ajudam a combater os medos e principalmente as ações cruéis da diretora do lugar, a infeliz Agatha (Emma Thompson).  


Uma mente extraordinária. Matilda sabe tudo sobre os grandes autores, se dedicou a combater todas suas frustrações desde pequena tendo como ferramenta de combate os livros. E esse paralelo com a leitura é um dos pontos reflexivos mais interessantes do projeto. Em alguns dos exemplos: a figura paterna se projeta para suas histórias se personificando em pessoas e situações que ela queria que seu pai fosse, suas histórias ficam mais sombrias em paralelo com o seu presente e os conflitos que pioram em casa e os intermináveis duelos com a temida diretora da escola. O avanço nos desafios do seu cotidiano a transformam em uma heróina de sua própria trajetória, e como quase toda fábula precisa-se de um vilão (por mais que aqui tenha mais de um) o estereótipo escrachado de Agatha, uma diretora que odeia crianças inteligentes, se encaixa perfeitamente.


As cores que faltam no seu olhar para tudo que vive, muitas vezes são espelhos dos seus próprios sentimentos. A fantasia chega como uma mensagem indireta do que ela enxerga no caminho. O poder da mente, do mover objetos com a mente chega de forma lúdica pelo tom da fantasia que se guia os alicerces da narrativa que se torna empolgante ao olhos de pessoas de qualquer idade.



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