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Crítica do filme: 'Vingança Solitária'


A necessidade de retaliação. Um dos Top 10 dessa semana no poderoso streaming da Netflix é o filme de ação Vingança Solitária, um simples filme de vingança, sem profundidade, em confrontos onde tudo é possível e com a iminência de vitória da nada carismática protagonista. Muitas vezes parece que a personagem está com a estrelinha do Mario Bros (sabem aquela do jogo?). Em seu terceiro trabalho como diretor, o cineasta Stephen Durham consegue realizar uma sonolenta batalha entre o bem e o mal, com personagens pessimamente definidos, onde as passagens de planos por meio de cortes diretos deixam a edição a desejar. A previsibilidade é algo que chama a atenção, não é preciso ser nenhum Nostradamus para saber o que vai acontecer logo na sequência.


Na trama, conhecemos o casal Brenner (Ellen Hollman) e Dillon (Matt Passmore), que após um grande trauma do segundo, resolvem realizar uma road trip, inclusive indo acampar numa cidade do interior dos Estados Unidos tendo apenas a natureza ao seu redor. Pelo menos eles achavam isso. Quando eles resolvem adentrar uma casa que parecia abandonada acabam sendo surpreendidos por criminosos da região, grupo esse comandado por Mama (Geraldine Singer). Os bandidos matam Dillon e acham que mataram Brenner mas ela consegue sair viva. Brenner é uma ex-Ranger (a tropa de elite dos Estados Unidos), medalhista de Pentatlo, e resolve emplacar uma vingança pra lá de sangrenta contra toda a gangue.


A narrativa se perde completamente logo no início, tudo é muito corrido e confuso, parece querer chegar logo na ação, que deveria ser um porto seguro, mas as cenas deixam muito a desejar. Conclusões simplistas são vistas aos montes, é praticamente como se estivéssemos assistindo a um gameplay de algum novo lançamento do mundo dos vídeo games. Dillon é o personagem mais estranhamente colocado em cena, não conseguimos entender nada do seu trauma que ganha muita relevância no começo da trama. Sem esse fio condutor, já nos jogam para outros conflitos e muitas questões ficam com lacunas em aberto.


O objetivo de chocar com cenas fortes de violência (até respingos de sangue na câmera) nesse caso acaba indo por água abaixo. Um duelo é estabelecido, bem típico dos roteiros feijão com arroz, aqui temos a heroína que luta contra um inusitado clã, donos de 10 mil hectares, comandado por outra mulher, que fica nas regiões montanhosas de uma pequena cidade norte-americana. Será esse palco uma terra sem lei? Na tentativa de seguir na linha de alguns filmes de faroeste, onde o vale tudo quase sem a presença da lei é instaurado, mencionando tráfico de armas e de pessoas, o filme se perde na imensidade de conflitos que são estabelecidos sem que saia de uma superfície. Quase tudo é raso, sem desenvolvimento.



 

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