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Crítica do filme: 'Hank e Asha'


Para toda vida ou uma breve brisa de boas lembranças? De forma criativa e encontrando a maestria na simplicidade, o interessantíssimo Hank e Asha nos leva para o campo das hipóteses num improvável destino entre dois jovens de países e culturas diferentes que se conectam sem nunca se encontrarem. Através de vídeos individuais, debates sobre a vida, um outro olhar para o cotidiano, as experiências de um que o outro não teve que de forma leve e com enorme carisma, o longa-metragem dirigido por James E. Duff guia o espectador para inúmeras reflexões.


Na trama, conhecemos Asha (Mahira Kakkar), uma jovem indiana, estudante de cinema, que está terminando os estudos na Suíça. Certo dia, após assistir a um filme, consegue entrar em contato com o realizador do mesmo, Hank (Andrew Pastides) um jovem norte-americano que busca se encontrar profissionalmente em Nova York. Os dois começam a se falar diariamente através de vídeos e um dia resolvem marcar de se encontrar numa das cidades mais românticas do mundo, Paris. Mas será que esse encontro vai acontecer?


A magia do cinema unindo duas almas já seria algo poético, mágico. Mas a vida nos ensina que não é bem assim! Aos poucos as verdades de um e do outro vão começando a aparecer. A narrativa é super bem bolada, cheia de ritmo, pulsante como todo bom sentimento que nasce através do destino. As desilusões amorosas de outrora, casamento arranjado, as tristezas pelo não encaixe profissional onde se queria, os desabafos de duas almas solitárias que encontram no outro a possibilidade de refletir sobre as próprias experiências são itens que ajudam a contar essa história sob os dois pontos de vista.  


As perguntas que nascem dos diálogos nada instantâneos de um e outro são diversas. Talvez a mais importante: Qual o impacto dessa conexão na vida presente deles? E na futura? Essa resposta se torna a grande busca do espectador! Você não vai conseguir desgrudar dessa curiosa, romântica e criativa que fala muito sobre os novos tempos.



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