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Crítica do filme: 'Um Estranho no Ninho'


A personificação do antagonismo. Uma das maiores bilheterias de todos os tempos em alguns lugares do planeta, principalmente quando pensamos no lucro que o filme teve: custou cerca de três milhões e faturou mais de cem, Um Estranho no Ninho nos mostra diversos personagens em conflitos presos em um lugar onde a esperança de dias melhores se perdem nos métodos distantes, frios e com a falta de sensibilidade de quem deveria acreditar num melhor desenvolvimento dos tratamento que executam. Baseado no livro homônimo escrito por Ken Kesey e dirigido pelo cineasta tcheco Milos Forman, o longa-metragem venceu cinco Oscars, inclusive todos das categorias principais.


Na trama, conhecemos R.P. McMurphy (Jack Nicholson), um criminoso de 38 anos de idade chegando em uma clínica psiquiátrica para ser analisado se é um doente mental ou não. Aos poucos, o protagonista começa a quebrar as regras e as rotinas do lugar, se aproxima de outros pacientes colocando forte influência e novas ideias do viver ali, fato que o leva a um confronto com a cruel enfermeira Ratched (Louise Fletcher).


Os personagens são aos poucos apresentados, uns mais, outros menos, vemos alguns dos porquês de estarem por lá. Em certo momento do desenvolvimento há um foco no tipo de tratamento que é o que acreditam os que estão ali. Sessões de terapia de forma onde o confronto vira o foco, remédios e mais remédios, além de choques quando precisam de alguma forte punição. Entre voluntários e pacientes sob custódia, rápidas alegrias e tristezas profundas, a narrativa consegue navegar na essência daquele lugar principalmente sob o ponto de vista de McMurphy.


O foco são os duelos entre McMurphy e Ratched, o criminosos rebelde a opressora. A enfermeira vê sua influência se dissipar com a chegada do novo paciente, esse é o estopim de uma luta de ações e consequências que acabam influenciando a vida de todos dentro do hospital. O filme não deixa de ser uma crítica social a alguns métodos aplicados em pacientes com problemas psiquiátricos.


As atuações são fantásticas. Jack Nicholson venceu o Oscar, o Bafta e o Globo de Ouro de Melhor Ator por sua interpretação no papel que na década de 30 foi de Kirk Douglas, em uma adaptação para o teatro. O filme marcou a carreira de Louise Fletcher, falecida em 2022. Outros rostos conhecidos também fazem parte do elenco, como: Danny DeVito e Christopher Lloyd, e sobre esse último, o projeto marca a primeira aparição dele em um filme.


Uma das maiores bilheterias de todos os tempos em alguns lugares do planeta, principalmente quando pensamos no lucro que o filme teve: custou cerca de três milhões e faturou mais de cem, Um Estranho no Ninho é um daqueles filmes que assistimos e nunca mais esquecemos.



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