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Crítica do filme: 'Férias Frustradas' (1983)


Quando o trajeto faz parte da diversão. O que mais desejamos quando estamos atolado de trabalho e sem tempo para nossa família? Férias! Pegando essa deixa que mora no imaginário de todos nós trabalhadores, em 1983, chegava aos cinemas a hilária comédia Férias Frustradas que nos mostra a saga de uma família de classe média norte-americana em uma mirabolante viagem de carro de Chicago até a Califórnia. O roteiro é do craque John Hughes, baseado em uma crônica dele mesmo sobre uma viagem que fez à Disneyland quando criança, escrita na revista norte-americana National Lampoon.


Na trama, dirigida por Harold Ramis, conhecemos a família Griswold. No leme, o atrapalhado Clark (Chevy Chase), um pai de família já cinquentão que organiza uma viagem de carro durante as férias até um famoso parque de diversões cerca de 4.000 quilômetros longe da casa deles. Com ele, embarcam nessa viagem a esposa Ellen (Beverly D'Angelo) e os dois filhos do casal. Só que nada será muito fácil para eles completarem o objetivo uma série de imprevistos que começam logo na troca do carro da família e se segue estrada a dentro.


Batendo na tecla dos conflitos familiares, a comédia não se aprofunda nas relações deixando um enorme espaço para a ação e consequência através de um protagonista atrapalhado que diante de um egocentrismo próprio faz de tudo para conseguir chegar no seu objetivo. Passando por Missouri, Colorado, Arizona até chegar na Califórnia, o filme logo se torna um road movie com o contexto de um Estados Unidos dos anos 80. A deixa para o forte tom cômico que se instaura de maneira desenfreada chega através dos desastrosos momentos que acontecem um atrás do outro.


Faturando mais de 60 milhões somente nas bilheterias norte-americanas, Férias Frustradas se tornou uma das comédias mais famosas da década de 80 sendo lembrada até hoje pelas gerações seguintes. Inclusive ganhou um remake em 2015 protagonizado por Ed Helms e Christina Applegate.



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