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Crítica do filme: 'Leo'


As lições para toda uma vida. Uma das gratas surpresas nos lançamentos do segundo semestre de 2023 no sempre recheado catálogo da Netflix, a animação musical Leo, produzido por Adam Sandler por meio da sua produtora Happy Madison, navega pelas dificuldades do início de vida social, a necessidade de comunicação numa era digital avançada mas sem deixar de refletir sobre a troca de experiências onde todos podem ganhar. Isso tudo na visão de dois experientes animais fofoqueiros, um deles uma tuatara tagarela que vai precisar lidar com as aflições da garotada prestes a se formar no quinto ano e também das próprias.


Na trama, conhecemos dois repteis, uma tartaruga preguiça chamada Squirtle (Bill Burr) e uma Tuatara chamado Leo (Adam Sandler) que vivem faz anos em uma colégio na Flórida sendo passados de turma a turma, ano após ano. Nesse ano, eles ficaram com o quinto ano, um grupo de jovens cheios de dúvidas e ligados a todo vapor na tecnologia que alcançou o mundo. Quando Leo percebe que tem poucos anos de vida, seus problemas em lidar com isso se misturam com o da garotada com quem começa a se comunicar gerando um enorme aprendizado a todos.


A narrativa caminha em seu profundo refletir nas aflições e no carisma dos ótimos personagens, num trajeto de trocas de conselhos de um alguém que observa o mundo e suas transformações faz anos. A fantasia se une ao real, principalmente no sentido de quem queremos ser. Os valores, os princípios da moral são colocados de maneira divertida em situações que podemos ver na vida do lado de cá da tela. Os pais super protetores, a importância dos professores, da educação, o excessivo uso dos celulares, as dificuldades do início de vida social, são muitos os assuntos que são abordados de forma leve e de compreensão de cinéfilos e cinéfilas todas as idades.


A maior estreia de um filme de animação da Netflix, com mais de 60 milhões de horas já nas primeiras semanas é um projeto para toda família. Inteligente, divertido, que não chega nem perto de uma obviedade de outras produções trazendo elementos contemporâneos, sociais, para diálogos que fazem refletir sobre a vida. O roteiro escrito por Robert Smigel, Adam Sandler e Paul Sado acerta em cheio, trazendo um leque de aprendizados em harmonia com o entretenimento.



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