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Crítica do filme: 'Acertando o Passo'


A busca pelo sorriso no rosto até a hora de partir. Trazendo um olhar delicado e divertido para a melhor idade, associado também ao campo da redescobertas da vida, o longa-metragem britânico Acertando o Passo, lançado em 2017, é uma explosão dançante de sentimentos aos olhos de uma protagonista em crise existencial. Dirigido pelo cineasta britânico Richard Loncraine, o alegre projeto mostra a dança como uma ponte para descobertas nas novas maneiras de enxergar a vida.

Na trama, acompanhamos Sandra (Imelda Staunton), uma respeitada mulher da alta sociedade britânica que parece ter a vida perfeita. Só que uma questão logo a abala: três décadas e meia casada descobre a traição do marido, um ex-chefe de polícia, com uma amiga próxima. Sem saber direito o que fazer da vida, resolve ir morar com a animada irmã Bif (Celia Imrie), com quem não falava fazia tempos, em uma outra parte da cidade.

E como é bom ver artistas maravilhosos, veteranos, protagonizando um filme! As subtramas impulsionam o simpático roteiro, com ótimos coadjuvantes, como Bif e Charlie (Timothy Spall) que circulam o desconstruir da protagonista. Nesses momentos, as memórias ganham o sentido de nostalgia algo que aproxima a personagem do mundo real onde o vai e vem da vida deixam margens para surpresas.

As eternas lições do se reinventar. Altos padrões, alta sociedade, furando a bolha em que vivia e indo descobrir o mundo, a protagonista passa por descobertas em recordações do passado quando ia atrás dos sonhos, quando nada era fácil, onde o arriscar era uma opção. Mesmo caminhando rumo a previsibilidade, a narrativa enche a tela de alegria, num filme que fala sobre família e os laços que muitas vezes se encontram em estados de encontros e desencontros.

 

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