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Crítica do filme: 'Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos'


O que é que o baiano tem? Chegou aos cinemas um documentário super interessante que contorna a poesia de um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos nos apresenta um grande contador de histórias, um artista que aprendeu a gostar de si, pelos outros. Escrito, dirigido e produzido por Daniela Broitman, com um rico material, muito bem aproveitado, ao longo de 90 minutos passeamos por meio de memórias do seu passado e as inspirações que moldaram sua vida e suas canções.

Na casa de amigos, já pelos oitenta anos e com depoimentos de Caetano Veloso, Gilberto Gil e de seus filhos, o projeto apresenta imagens que conversam com as suas letras. Uma história contada por ele mesmo e por muitos que o cercavam. O mar e o cotidiano, a Bahia, a fase romântica pelo Rio de Janeiro, histórias sobre a composição de uma das mais conhecidas músicas na voz de Carmen Miranda, sua ligação com o candomblé. Repleta de contextos que encostam na história de artistas de uma outra época, esse documentário reproduz décadas de amor pela arte.

Os tempos no Rio de Janeiro, as histórias por Copacabana, ganham boa parte do filme com momentos engraçados, além de prováveis inspirações por paixões relâmpagos que se tornaram eternas em algumas de suas letras, algumas bem famosas. O reconhecimento como artista, o lado mulherengo, nada é colocado de lado em papos francos, abertos, onde tudo se torna uma grande celebração.

Em sua imaginária jangada que saiu pro mar, aqui no caso, da Bahia para o mundo, Dorival Caymmi marcou seu nome na história da nossa cultura, um nome que merece sempre ser relembrado e descoberto pelas futuras gerações.



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